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Jul 26

A preocupação com a saúde e a estética dos dentes aumenta com o passar dos anos, e muito pode ser feito para preservar a beleza do sorriso na terceira idade. Grande parte de eventuais danos estéticos ocasionados por outros problemas podem ser, inclusive, amenizados. Um fator decisivo para o bom andamento dos tratamentos odontológicos na terceira idade é a interação entre dentista, paciente e outros profissionais de saúde, como médicos.

De acordo com o cirurgião-dentista Ricardo Moreno de Carvalho, da Odontoclinic, durante a terceira idade os dentes não sofrem nenhum tipo de mudança em especial. O que se nota, segundo ele, são alterações fisiológicas consideradas normais. “Há casos de escurecimento de dentes, desgastes, traumas e diminuição da polpa, que é o feixe nervoso do dente”, explica.

O dentista ressalta que, a princípio, todos os tratamentos dentários podem ser realizados em pacientes da terceira idade, mas é fundamental que o cirurgião-dentista interaja com outros médicos que já acompanham estes pacientes. “Temos de conhecer o histórico de saúde da pessoa que será tratada – desde patologias a medicamentos que costuma utilizar e até possíveis problemas cardíacos ou reações alérgicas a determinados medicamentos. Esses elementos influenciam diretamente na opção ou não por um tratamento, cirurgia e até anestesia”. Em geral, podem interferir num tratamento dentário a diabetes, osteoporose, hipertensão e problemas cardíacos.

No caso do escurecimento dos dentes, por exemplo, os danos são apenas estéticos e existem tratamentos para tentar clarear esses dentes. A diminuição de polpa também não é nada grave. “Apenas dificulta, por exemplo, um tratamento de canal”, explica Carvalho. Já os desgastes resultam em sobrecarga na articulação têmporo-mandibular. “O paciente sente dor de cabeça, tontura, dor de ouvido e nem imagina que os sintomas podem ser resultantes de desgastes dos dentes causados pela diminuição da dimensão vertical”, completa.

Outra questão que merece atenção é o uso de próteses. Trata-se de uma indicação que requer muita cautela por parte do cirurgião-dentista. “É preciso analisar muito bem cada caso. As radiografias, a mastigação da pessoa, seu conforto e, obviamente, a estética, são fatores fundamentais a serem observados para a indicação de um ou outro tipo de prótese.”

As opções vão desde um implante – para substituir a perda de poucos dentes – até próteses removíveis parciais e totais, passando pelas próteses fixas “A regra é sempre preservar o máximo possível os dentes sadios”, diz Carvalho.

Voltando aos implantes, o cirurgião-dentista faz apenas uma ressalva. “Se o paciente sofre de osteoporose avançada, a perda de massa óssea pode atingir a região da boca e isto complica um implante dentário. Se forem necessários, ainda são pedidos alguns exames complementares como glicemia, hemograma completo, calcemia, entre outros, para que não tenhamos nenhuma surpresa durante ou após a cirurgia de colocação dos pinos. “

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Por El cabron

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