Aug 04
Se você está pensando em dar um “pulinho” em Pequim para assistir as Olimpíadas, é bom conhecer algumas curiosidades dos chineses.
Fraldas descartáveis para viajar

Aproveitando o feriado do Ano-Novo chinês, que a cada ano cai em uma data diferente do calendário ocidental, os moradores viajam pelo País, criando o maior movimento migratório do mundo. E acredite, para fugir do congestionamento nos banheiros dos trens, alguns viajantes já se habituaram a usar fraldas descartáveis geriátricas.
Extremamente curiosos

Ter privacidade na China é como ir ao banheiro de porta aberta. O comunismo ensinou não dar muito valor aos conceitos privados. Acredite, é comum encontrar funcionários bisbilhotando o cartão de ponto dos colegas para dedurar aqueles que chegam atrasados, ou então, escutar atentamente a conversa de pessoas que não tem nada a ver com ela.
Tudo controlado

O comunismo ensinou uma outra história: controlar tudo que é comentado na web. 30 mil sensores fazem essa tarefa. Segundo o chefe supremo da nação, Hu Jintao, a intenção é “utilizar tecnologias avançadas para controlar a opinião pública da melhor maneira possível”.
Superstição total

Você sabe porque as Olimpíadas começarão no dia 08/08/08? Não é por acaso, os chineses são muito superticiosos. O número 8, cujo ideograma corresponde ao som da prosperidade é muito cultuado, ao contrário dos números 4, 14 e 24, que lembram o ideograma da morte. Para você ter uma idéia, nem os telefones celulares são esquecidos - se você não está nem aí para supertições, pode comprar um celular que contenham esses números por uma valor bem abaixo dos demais.
Nem tudo é permitido

A preocupação com o crescimento da população é constante e severo. Desde 2007, os lamas tibetanos estão proibidos de ressuscitar sem autorização do governo. O regime ainda não definiu os critérios que permitirão tal ressurreição.
Noivas fantasma

Até os crimes por lá são no mínimo curiosos. Para você ter uma idéia, no ano passado, a polícia desmanchou uma quadrilha de assassinos, responsável por matar mulheres jovens, com o intuito de vendê-las como “noivas fantasmas”. A tradição explica este fato bizarro: Segundo os hábitos chineses, os homens que morrem solteiros têm a linhagem comprometida na próxima vida. Para evitar este problema, a família decide arrumar um casamento “fantasma”, enterrando o corpo ao lado do solteirão.
Sem fuso horário

Não existe fuso horário. Todos obedecem o horário de Pequim! Com isso temos ocorrências naturais bem interessantes, como as que acontecem a leste de Xangai, onde o sol nasce às 4 da manhã, enquanto à oeste nasce às 9 horas. Imagine a cabeça dos moradores.
Estudantes de inglês

Vejam que continha interessante: a quantidade de chineses que estudam inglês é igual a população dos Estados Unidos.
Comidas esquisitas

A culinária é um assunto à parte. As famílias mais ricas do País costumam acrescentar ovos podres cozidos e sopa de ninho de andorinha na ceia de reveillon. Além disso, gafanhotos, ratos selvagens, cachorros, gatos, cobras, dentre outros, são bastante apreciados na culinária chinesa, tudo isso acompanhado de um bom arroz, claro!
Proibido saber o sexo

Na China é proibido saber o sexo da criança antes do nascimento. Em virtude da política do filho único, a preferência é pelos meninos, o que acaba por provocar um alto índice de abortos quando o casal descobre que vem uma menininha por aí.

Adaptado Superinteressante

Por El cabron

Jul 28

Os Evangelhos do Novo Testamento, quatro relatos sobre a vida de Jesus aceitos por todas as igrejas cristãs, tradicionalmente são atribuídos a dois dos Doze Apóstolos (Mateus e João, filho de Zebedeu), a um companheiro do apóstolo Pedro (Marcos) e a um colaborador de São Paulo (Lucas). Para os atuais estudiosos da Bíblia, no entanto, o mais provável é que nenhuma dessas autorias tradicionais esteja totalmente correta. Embora muitos dos fatos contados pelos evangelistas possam realmente remontar à vida de Jesus, inconsistências e contradições deixam claro que nenhum de seus discípulos originais sentou-se pessoalmente para escrever uma biografia de Cristo.

“O que está claro é que os títulos que temos são um fenômeno editorial, que veio mais tarde”, resume Luiz Felipe Ribeiro, professor de pós-graduação em história do cristianismo antigo da Universidade de Brasília (UnB), que está concluindo seu doutorado na Universidade de Toronto (Canadá). “Os títulos demoraram para aparecer no corpo do texto. Os primeiros papiros com a fórmula atual para os títulos — ‘Evangelho segundo Marcos’ ou ‘Evangelho segundo João’, por exemplo — são de meados do século 3 [mais de 150 anos depois da data em que os textos teriam sido escritos].”

De acordo com Ribeiro, os estudos sobre como os livros da época recebiam seus títulos e atribuições de autoria também revelam que essa fórmula (envolvendo uma estrutura gramatical do grego conhecida como acusativo) é curiosamente única dos Evangelhos; nenhum copista anterior teria pensado em falar da “Ilíada segundo Homero”, por exemplo. “É muito improvável que essa mesma maneira de designar os textos surgisse de forma independente em quatro deles ao mesmo tempo. Por isso, tudo indica que se trata de uma mudança na maneira como os Evangelhos passaram a circular naquela época”, diz ele.

Testemunho antigo — ou não?

O fato é que, além dos títulos explícitos em papiros, a primeira referência a quatro Evangelhos escritos pelos autores que conhecemos tradicionalmente — Mateus, Marcos, Lucas e João, nessa ordem — vem do bispo Ireneu de Lyon, escrevendo por volta do 190. No começo do mesmo século, outro bispo, Papias (cuja obra original não sobreviveu, mas acabou sendo citada por escritores cristãos posteriores), menciona apenas Mateus e Marcos.

A poucas décadas de “distância” dos apóstolos originais, Papias até parece dispor de informações mais confiáveis, mas uma série de coisas em suas afirmações não batem. Primeiro, ele parece se referir a Mateus como uma simples coleção de ditos de Jesus (logia, em grego), escritos originalmente em aramaico, a língua do dia-a-dia na Palestina da época de Jesus. No entanto, Mateus é na verdade uma narrativa, e o texto que temos parece ter sido composto diretamente em grego. Já Marcos seria o secretário ou intérprete de Pedro, o qual teria anotado (”de forma desordenada”, diz Papias), as pregações do líder dos apóstolos em Roma.

Além do fato de, na verdade, o Evangelho de Marcos ser uma narrativa altamente estruturada, sem sinal de desordem, ele não parece o tipo de coisa que um ex-colaborador de Pedro escreveria, afirma Ribeiro. “Existe, na verdade, uma hostilidade grande em relação a Pedro no Evangelho de Marcos, e talvez até uma rejeição de todos os Doze, que são retratados como covardes”, diz o pesquisador. Todos os Evangelhos mostram Pedro vacilando e até negando Jesus, mas enquanto Mateus atenua isso com a famosa cena em que Jesus promete a seu apóstolo “as chaves do Reino do Céu”, Marcos não apenas omite qualquer menção a isso como é bem provável que, originalmente, nem mostrasse Jesus aparecendo aos apóstolos depois de ressuscitar.

Explica-se: os mais antigos manuscritos do Evangelho de Marcos terminam de forma meio abrupta, no versículo 8 do capítulo 16. O relato termina com Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, e Salomé — três seguidoras de Jesus — indo ao sepulcro de Cristo. Lá, porém, encontram a tumba aberta e um misterioso rapaz de roupas brancas (talvez um anjo) dizendo que Jesus tinha ressuscitado. As mulheres, então, fogem assustadas, “e nada diziam a ninguém, porque temiam”. Tudo indica que, mais tarde, foram adicionados os versículos de 9 a 20, que encerram o Evangelho que temos hoje e contêm as aparições do Jesus ressuscitado a seus seguidores.

Foto: Reprodução

Trecho de papiro do século 3 da Era Cristã com uma das mais antigas cópias do Evangelho de João

Marcos, o primeiro

Na verdade, apesar de a ordem dos Evangelhos nas Bíblias atuais comece com Mateus, Marcos é quase certamente o mais antigo de todos os textos, talvez escrito um pouco antes do ano 70, quando o Templo de Jerusalém foi destruído pelos romanos. O consenso entre os estudiosos é que Mateus e Lucas usaram Marcos como a base de seus próprios Evangelhos.

“Ambos se baseiam na estrutura narrativa de Marcos; Mateus e Lucas foram aumentados acrescentando-se a Marcos extratos de uma coletânea de ditos de Jesus que hoje está perdida”, escreve Geza Vermes, professor emérito de estudos judaicos da Universidade de Oxford, em seu livro “Quem é quem na época de Jesus” (Editora Record), recém-lançado no Brasil. “Quando Lucas e Mateus concordam entre si a respeito de algo, também concordam com Marcos; quando são diferentes de Marcos, também são diferentes entre si”, diz Ribeiro.

Além disso, Marcos é o evangelista que mais coloca expressões aramaicas na boca de Jesus ou das pessoas que entram em contato com ele, como o uso de Éfata (”abre-te”) para curar um surdo-mudo e Talitha cum (”menina, levanta-te”) para ressuscitar uma menina. “É o único evangelista que permite ao leitor ouvir um eco eventual das palavras de Jesus em sua própria língua”, diz Vermes.

Judeus ou pagãos?

Por essas e outras, a identificação do autor de Evangelho de Marcos como pagão de nascimento — e mesmo de Lucas ou João, autores de narrativas que parecem muito influenciadas pela cultura grega — não é confiável quanto alguns estudiosos costumavam imaginar. “Eu, por exemplo, acho que Marcos poderia muito bem ter uma origem na Galiléia”, diz Ribeiro. “De modo geral, essa dicotomia cultural muito forte entre judeus e pagãos de origem grega que a gente costuma imaginar é relativa. O judaísmo estava sob forte influência helenística fazia tempo.”

A influência judaica mais clara é a de Mateus, texto talvez escrito entre os anos 80 e 90 e repleto de referências à Lei de Moisés e às profecias do Antigo Testamento sobre a vinda do Messias. “Mas, mesmo no caso de Lucas, há um lado judaico bastante forte. A narrativa dele começa e termina no Templo de Jerusalém, por exemplo. Jesus nunca pisa fora do território de Israel na narrativa de Lucas. Isso não me parece à toa”, diz Vilson Scholz, professor de teologia exegética da Universidade Luterana do Brasil (RS) e consultor de traduções da Sociedade Bíblica do Brasil.

Scholz diz acreditar que, embora figuras como os apóstolos João e Mateus não tenham escrito pessoalmente os Evangelhos, é possível que as narrativas sejam obra de pessoas de “escolas” ligadas a eles, que teriam transmitido a tradição oral ligada aos primeiros discípulos em forma escrita. Para Scholz, o Evangelho de Lucas, escrito pelo mesmo autor dos Atos dos Apóstolos (em ambos os casos a obra é dedicada a um patrono conhecido como Teófilo, e há remissões entre um livro e outro), é o que tem associação mais plausível com o autor tradicional.

Explica-se: Lucas teria sido um médico de origem grega e, de fato, sua linguagem é uma das mais polidas e de estilo cuidadoso entre os Evangelhos, diz Scholz. Os Atos dos Apóstolos também usam o pronome “nós” em certas passagens, dando a entender que o narrador estava viajando junto com Paulo. “Eu já acho que Lucas é tão problemático [como autor verdadeiro do Evangelho] quanto os demais”, afirma Ribeiro. Ele lembra que há diferenças consideráveis entre o relacionamento de Paulo com os demais membros da Igreja como é retratado em Atos e a maneira como Paulo fala de Pedro e dos demais apóstolos em suas cartas — nesse caso, Paulo é bem mais agressivo e menos condescendente em suas críticas aos seguidores originais de Jesus.

Testemunhas oculares

Um detalhe que solapa, ao menos à primeira vista, a idéia de que alguns dos autores do Evangelho presenciaram as pregações de Jesus é a falta de uma identificação de quem escreve no próprio texto, ou mesmo de afirmações diretas de que o escritor viu tais e tais fatos acontecerem. “Isso pode ser apenas um detalhe de gênero literário — uma tentativa de demonstrar objetividade, por exemplo”, pondera Scholz.

A única exceção é o Evangelho de João — justamente o “estranho no ninho” entre os quatro textos aceitos no Novo Testamento, por não seguir a mesma linha básica de narrativa dos outros três e apresentar uma visão teológica muito desenvolvida e elevada de Jesus, considerado o Verbo de Deus encarnado. Com base nisso, ele seria o texto mais tardio, escrito por volta do ano 100. ”Muita gente vê influência da filosofia grega sobre João, mas a divisão clara do mundo entre luz e trevas, que a gente vê nele, já aparece nos Manuscritos do Mar Morto, a poucos quilômetros de Jerusalém”, diz Scholz. Em um ou dois trechos, o Evangelho de João diz que “a testemunha viu” os fatos narrados acontecerem.

“Eu acho possível que esse Evangelho remonte a uma testemunha ocular, mas o que ela viu foi retrabalhado pela comunidade à qual ela pertencia”, avalia Ribeiro. Seria o misterioso “discípulo amado” de Jesus — mas esse discípulo certamente não é João, o qual é mencionado separadamente no mesmo Evangelho. “Também vemos uma tensão política entre a comunidade desse discípulo amado e o grupo que seguia Pedro, por exemplo”, diz o pesquisador, lembrando que, numa das narrativas sobre o sepulcro vazio de Jesus, Pedro e o tal discípulo correm até a tumba, mas só o discípulo amado tem coragem de entrar primeiro. Seria uma forma de mostrar a precedência dela sobre Pedro.

No fundo, o que se sabe de seguro sobre os escritores dessas quatro obras-primas da cristandade primitiva está mesmo embutido no próprio texto — e, como tal, sujeito a interpretações. É muito difícil, por enquanto, colocar uma “cara” nos evangelistas. “Enquanto não houver outras descobertas arqueológicas de peso, ficamos nesse impasse”, diz Scholz.

Fonte

Por El cabron

Jun 29

Católicos do mundo todo vêem São Pedro como o protótipo dos papas, o homem que fundou a sucessão ininterrupta de líderes da Igreja que chega até Bento XVI, mas o papel real do ”príncipe dos apóstolos” provavelmente foi bem mais modesto, afirmam historiadores. Embora seja bem possível que Pedro tenha vivido, pregado e morrido em Roma, ele não fundou um governo centralizado da igreja romana, o qual demorou séculos para emergir.

Mais importante ainda, embora a igreja de Roma tenha conquistado desde cedo uma posição de destaque entre as comunidades cristãs espalhadas pela bacia do Mediterrâneo, as outras igrejas não creditavam o prestígio romano ao “papado” de Pedro, mas ao fato de que tanto ele quanto seu companheiro de apostolado, São Paulo, haviam pregado a palavra de Jesus e morrido em Roma. É o que diz um texto escrito por volta do ano 180 pelo líder cristão Irineu de Lyon.

Segundo Irineu, a comunidade de Roma havia sido “fundada e organizada pelos dois gloriosos apóstolos, Pedro e Paulo”. “Para Irineu, a competência da igreja de Roma provinha de sua fundação pelos dois apóstolos, Pedro e Paulo, não só por Pedro”, resume o historiador irlandês Eamon Duffy, da Universidade de Cambridge, em seu livro “Santos e Pecadores: História dos Papas”.

Chegando mais tarde

Na verdade, a situação era ainda mais complicada do que Irineu imaginava. Tudo indica que a comunidade cristã de Roma foi fundada por um anônimo seguidor de Jesus, provavelmente um judeu da Palestina que se juntou aos dezenas de milhares de membros da comunidade judaica da capital do Império Romano. São Paulo, ao escrever para os cristãos de Roma na década de 50 do século 1, em nenhum momento menciona a presença de Pedro na cidade.

No entanto, sabemos pelos Atos dos Apóstolos, livro do Novo Testamento escrito no fim do século 1, que Paulo acabou indo para a cidade para ser julgado pelo imperador romano num processo que estava sofrendo. E outros textos, também do fim do século 1 e começo do século 2, dão conta de que tanto Paulo quanto Pedro foram mortos durante a perseguição contra os cristãos ordenada pelo imperador Nero entre os anos 64 e 67. A tradição sobre o martírio é relativamente próxima dos eventos, embora não esteja registrada na Bíblia, e há pouca razão para duvidar que os santos morreram mesmo na Cidade Eterna.

Foto: Reprodução

Pedro é retratado como papa nesta pintura sacra portuguesa do século 16

Pescador impetuoso

Para o padre e historiador americano John P. Meier, professor da Universidade Notre Dame e autor da monumental série “Um Judeu Marginal” (ainda não concluída) sobre a figura histórica de Jesus, o Novo Testamento traz uma série de informações importantes e confiáveis sobre Pedro. Originalmente, ele era um pescador da Galiléia (norte de Israel), casado, e aderiu ao grupo de discípulos de Jesus junto com seu irmão André. O nome de seu pai era João ou Jonas, e seu nome original era Simão.

O mais provável é que Jesus tenha dado a ele o apelido aramaico de Kepa (ou Kephas, como escreve São Paulo), ”a pedra” ou ”a rocha”, depois traduzido como Petros, ou Pedro, em grego. Todos os evangelistas o apresentam como o principal membro do grupo dos Doze Apóstolos, ou como o porta-voz deles, e também retratam-no como um homem ao mesmo tempo generoso, extremamente apegado a Jesus, cabeça-dura (talvez uma relação irônica com seu apelido), indeciso e dado a súbitas mudanças de opinião.

Em suas cartas, São Paulo relata um relacionamento tempestuoso com Pedro. Ao se converter à fé em Jesus (Paulo, judeu com cidadania romana, antes perseguia os cristãos), Paulo teria passado alguns anos sozinho até ir a Jerusalém e falar com Pedro e outros apóstolos. Depois, conseguiu convencer o grupo original de seguidores de Jesus que os pagãos também poderiam ser convertidos, mas entrou em conflito com Pedro, chamando-o de hipócrita. É que Pedro foi visitar a comunidade cristã de Antioquia, na Síria, e inicialmente fazia suas refeições com os crentes de origem pagã, coisa proibida pela lei judaica. No entanto, quando outros judeus cristãos apareceram na cidade, ele parou de fazê-lo, o que provocou a reprimenda de Paulo.

As chaves do Reino dos Céus

Há indícios de que, antes de ir para Roma, o santo passou por Antioquia e por Corinto, na Grécia. No entanto, o momento definidor de sua carreira como “papa”, segundo os apóstolos, teria acontecido ainda durante a vida de Jesus. Segundo o Evangelho de Mateus, Pedro teria dado mostras impressionantes da fé em seu mestre eu declarar a ele: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”. Jesus, então, teria prometido a Pedro a liderança de seus seguidores: “Eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do Inferno não prevalecerão contra ela. Darei a ti as chaves do Reino dos Céus”.

Foto: Reprodução

Nesta obra do século 15, do italiano Pietro Perugino, o santo recebe de Jesus as chaves do Reino do Céu

John P. Meier afirma que a “profissão de fé” extraordinária de Pedro provavelmente é um fato histórico, por estar registrada nas diversas fontes usadas pelos evangelistas para compor suas narrativas. Também não duvida do papel de liderança de Pedro na Igreja primitiva. No entando, diz acreditar que a promessa de Jesus não é histórica, justamente porque ela usa a expressão “igreja” — que praticamente não aparece nos textos do Novo Testamento que tratam da vida de Jesus. Para ele, Mateus “retrojeta” uma situação da Igreja primitiva para a época em que Cristo ainda estava vivo.

Mais importante ainda para a questão do “papado” de Pedro, escreve Eamon Duffy, é o fato de que Roma aparentemente não tinham um bispo único até por volta do ano 150, ou seja, quase um século após a morte do apóstolo. É bom lembrar que, originalmente, o papa era o bispo de Roma, que recebia especial atenção de seus pares por governar a comunidade cristã onde tinham sido martirizados Pedro e Paulo. No entanto, vários documentos do começo do século 2, escritos para a comunidade de Roma e por membros dela, em nenhum momento fazem menção a um bispo, mas apenas aos “anciãos da igreja” ou “dirigentes da igreja”.

Para Duffy, a explicação mais provável é que a unificação do comando da igreja romana nas mãos de um só bispo veio mais tarde, por causa de uma série de pressões externas e internas, entre elas o surgimento de heresias poderosas, que contrariavam os ensinamentos cristãos originais. Como forma de defesa, as igrejas, entre elas a de Roma, teriam instituído a “monarquia” dos bispos.

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Por El cabron

Jun 09

Um grupo de arqueólogos acredita ter descoberto “a primeira igreja cristã do mundo” na localidade jordaniana de Rihab, 40 quilômetros ao nordeste da capital Amã, revelou o chefe do Centro de Estudos Arqueológicos local, Abdul Qader Hussan, ao jornal “Jordan Times”.

“Localizamos o que acreditamos ser a primeira igreja cristã do mundo, construída entre os anos 33 e 70 de nossa era”, disse o arqueólogo na entrevista.

O templo está soterrado e sobre ele foi construída outra igreja, que ainda está de pé, em honra a São Jorge.

“Trata-se de uma descoberta incrível, pois temos provas que nos fazem acreditar que o prédio recebeu os primeiros cristãos e os discípulos de Jesus Cristo” mencionados pelo evangelista Lucas, afirmou Hassan.

Segundo o arqueólogo, a caverna subterrânea serviu de residência e local de oração para os cristãos quando sua religião ainda era perseguida.

“Acreditamos que não deixaram a caverna até que os romanos abraçaram o cristianismo”, acrescenta Hassan, que acredita que a Igreja de São Jorge teria sido construída nesta época.

Assim, o templo teria servido de abrigo aos 70 discípulos de Jesus Cristo que, segundo a tradição, foram obrigados a fugir de Jerusalém por causa das perseguições religiosas para se refugiarem no norte da atual Jordânia, principalmente em Rihab.

De fato, a Igreja de São Jorge tem um mosaico no qual menciona “os 70 amados de Deus”.

Segundo a descrição de Hassan, o templo tem poucos degraus, sua estrutura é circular e conta com vários assentos de pedra para os sacerdotes.

Para o auxiliar do Bispo da Arquidiocese Grega Ortodoxa da região, Archimandrite Nektarious, a descoberta é “um marco importante para todos os cristãos do mundo” e lembrou que a única caverna semelhante em forma e propósito se encontra em Tessalônica, na Grécia.

Além disso, o especialista destacou o valor dos objetos encontrados em um cemitério próximo à caverna.

“Encontramos objetos de cerâmica que datam de um período entre os séculos III e VII. As descobertas mostram que os primeiros cristãos e seus descendentes viveram aqui até a queda dos romanos”, declarou Hassan.

Fontes do Ministério do Turismo jordaniano confirmaram que o Governo assumirá o controle da área da descoberta com o objetivo de atrair o maior número possível de visitantes.

Fonte

Por El cabron

May 26

A lenda do Santo Graal virou, nos últimos tempos, uma espécie de ímã para quase todo tipo de lixo cultural e teorias estapafúrdias. Por isso, é bom colocar as coisas em pratos limpos: o famoso objeto não tem absolutamente nada a ver com Maria Madalena, com os Cavaleiros Templários ou com a sociedade secreta fictícia conhecida como Priorado de Sião. E, aliás, o Graal também não tem nada a ver com Jesus Cristo.

A existência de um suposto cálice milagroso onde o sangue do Messias crucificado teria sido recolhido não passa de uma invenção do fim da Idade Média – uma história bolada pelo poeta mais famoso da Europa no século 12 e, desde então, aumentada por uma fieira de autores posteriores. A lenda do Graal fez muito sucesso em sua época simplesmente por juntar numa só trama as duas grandes paixões do público medieval: cavalaria e fé cristã. E foi sendo repaginada de acordo com as preocupações dos séculos posteriores – inclusive as teorias da conspiração tão populares no começo do século 21.

No princípio era a Ceia

Poucos historiadores hoje duvidam de que Jesus e seus apóstolos realmente celebraram uma ceia derradeira antes que Cristo fosse morto a mando das autoridades romanas e judaicas. Os Evangelhos narram como o grupo comeu pão e bebeu vinho durante a cerimônia. Sabemos até como era a bebida servida nessa época.

“Em todo o Mediterrâneo de então, ninguém bebia vinho puro, mas sim diluído em água”, conta Francisco Marshall, historiador da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul). “É que, com as condições precárias de fabricação e preservação da bebida, ou o vinho era uma espécie de vinagre, uma coisa muito ruim, ou então algo muito forte”, diz Marshall. “O jeito, então, era diluí-lo e, se possível, colocar nele algumas ervas aromáticas para melhorar o sabor.”

Ainda quanto às condições materiais do suposto Graal, podemos dizer que Indiana Jones estava certo – ao menos num quesito. No filme “Indiana Jones e a Última Cruzada”, o arqueólogo escolhe “o cálice de um carpinteiro”, feito de madeira e de aparência humilde, como o verdadeiro Graal. De fato, judeus das camadas populares como Jesus provavelmente bebiam em recipientes feitos de cerâmica ou madeira. Pareciam simples cuias, como os oriundos da região de Qumran, no mar Morto, retratados no início desta reportagem.

No entanto, é muito pouco provável que os utensílios de mesa utilizados por Jesus e seus companheiros em sua refeição final juntos tenham sido preservados. Para começar, como afirma o próprio Novo Testamento, a sala onde a ceia aconteceu era alugada. Além disso, o hábito de guardar relíquias relacionadas a figuras religiosas importantes começou relativamente tarde entre os cristãos – cerca de um século após a morte de Jesus. Para os primeiros seguidores de Cristo, o importante não era preservar seus objetos pessoais, mas sim espalhar sua palavra.

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Cálice exibido em Valência, na Espanha, como o usado na Santa Ceia; na verdade, parte do objeto data do começo da Idade Média e as alças foram adicionadas depois

Quem conta um conto…

No entanto, conforma a nova religião evoluía, os fiéis sentiam faltas de descrições mais detalhadas da vida e da morte de Jesus, diante da narrativa muitas vezes lacônica dos Evangelhos canônicos (os quatro “oficiais” incluídos no Antigo Testamento). Surgiram então histórias tardias, de caráter popular, como o chamado Evangelho de Nicodemos, que data do fim do século 4 de nossa era.

A obra narra com mais detalhes como os nobres judeus José de Arimatéia e Nicodemos deram um enterro digno ao corpo de Jesus antes de sua ressurreição, e como um soldado romano chamado Longino feriu o tórax de Cristo com uma lança. Logo começaram a circular lendas sobre as relíquias do Sangue Santo – o sangue que José de Arimatéia e Nicodemos teriam recolhido do corpo de Jesus – e sobre a lança de Longino, dois elementos que voltariam na história do Santo Graal.

A pré-história da lenda estava mais ou menos nesse pé quando entrou em cena um escritor francês chamado Chrétien de Troyes. Ninguém sabe exatamente de onde Chrétien de Troyes tirou a inspiração para dar o passo seguinte no desenvolvimento da lenda, por volta do ano 1180. O poeta do norte da França já fazia sucesso com histórias sobre os cavaleiros da Távola Redonda, especialmente Lancelote, o mais valoroso deles. É então que ele decide escrever uma nova saga sobre Percival, um jovem nobre que perde o pai muito cedo e é criado longe da civilização pela mãe.

“Percival é uma espécie de bom selvagem, não sabe se comportar em sociedade por ter sido criado no meio da mata”, afirma José Rivair Macedo, especialista em história medieval da UFRGS. O rapaz encontra um grupo de cavaleiros na floresta e fica tão fascinado por eles que pede à mãe para se tornar cavaleiro também. Parte para o corte do rei Arthur, consegue seu desejo e parte pelo mundo em busca de aventuras.

“Uma coisa tão santa”

E é aí que o Graal finalmente entra em cena. Percival chega ao castelo de um nobre conhecido como Rei Pescador, onde ele presencia uma cerimônia que ficaria conhecida como a procissão do Graal: uma lança que sangra (alguém se lembrou da lança de Longino?) e “um graal” - a palavra é usada de modo genérico por Chrétien.

“A tradução mais correta para o português seria escudela”, diz Macedo, referindo-se a uma espécie de prato comprido e relativamente fundo – uma travessa, diríamos hoje – usada para servir peixes ou carnes. Ironia das ironias: o Graal original não é um cálice, mas um prato! Chrétien dá a atender que “o graal” carregava uma única hóstia, que servia de alimento para o pai do Rei Pescador, gravemente ferido.

Diversos eventos misteriosos fazem com que Percival deixe o castelo do Rei Pescador e encontre um eremita. O monge conta ao cavaleiro que o Graal é “uma coisa muito santa” (tante sainte chose, no dialeto francês medieval de Chrétien)… e a história termina aí, sem final. Há quem ache que Chrétien tenha morrido antes de concluí-la.

Foi justamente graças a essa ponta solta que a criatividade dos autores que vieram depois de Chrétien pode correr solta. Para o medievalista britânico Richard Barber, autor do livro “O Santo Graal – A História de Uma Lenda”, os autores juntaram o mistério do Graal de Chrétien com o Evangelho de Nicodemos e as imagens religiosas da época para sugerir que, na verdade, a “coisa muito santa” era o prato (ou o cálice) onde José de Arimatéia e Nicodemos teriam recolhido o sangue de Jesus.

Cavaleiro puro

Em parte graças aos personagens da Távola Redonda que agora faziam parte da história, a saga do Graal passou a fazer enorme sucesso. Nas cinco décadas depois da morte de Chrétien, surgiram 18 continuações da história de Percival, com vários autores diferentes. A maioria delas incluía um novo cavaleiro, Galahad, filho de Lancelote, um guerreiro casto e puro que se unia a Percival e a outros homens da Távola Redonda para encontrar o Graal. Com isso, eles seriam capazes de curar o pai ferido do Rei Pescador, salvando o reino dele da destruição, e encontrar a iluminação.

De acordo com Barber, embora as histórias incorporem alguns elementos da mitologia celta, seu pano de fundo é basicamente cristão. O Graal funciona como um símbolo da Eucaristia, o sacramento da transformação do pão e do vinho no corpo e no sangue de Cristo. Beber (ou comer) do objeto restaura a saúde do soberano ferido e, de quebra, leva Galahad direto para o Paraíso – exatamente os atributos que a doutrina da Eucaristia dá a esse sacramento.

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O curioso é que, com a popularidade do Graal, várias igrejas da Europa passaram a reivindicar a posse do cálice usado por Cristo na Última Ceia. Dois exemplos estão em Valência, na Espanha, e Gênova, na Itália (em ambos os casos, o mais provável é que sejam objetos de origem árabe, fabricados no começo da Idade Média). Um objeto descoberto na Síria no começo do século 20, conhecido como cálice de Antioquia, chegou a ser considerado como o Graal original até se descobrir que ele não passava de uma lâmpada a óleo, também do começo da Idade Média.

Código da bobagem

A lenda do Graal andou em baixa do fim do século 16 até o começo do século 19, quando um interesse renovado pela cultura da Idade Média surgiu no Ocidente. No entanto, sua máxima popularidade recente certamente se deve ao livro “O Código Da Vinci”, que afirma que o Santo Graal na verdade seria o sang real – o “sangue real” dos filhos de Jesus com Maria Madalena, que teriam migrado para a França no começo da Era Cristã e sido protegidos ao longo dos séculos pelo chamado Priorado de Sião.

Tudo isso não passa de um imenso engodo, usado pelo escritor americano Dan Brown (e outros antes dele) para aumentar a popularidade de seus livros. Primeiro, as evidências de que Jesus e Maria Madalena tenham casado e tido filhos são nulas (assim como as de uma suposta viagem dela para a França). O Priorado de Sião é uma fraude criada por um vigarista francês no século 20. E a expressão sang real é só uma leitura equivocada da expressão san greal, “Santo Graal”, por alguns escritores do século 15.

Fonte

Por El cabron

May 17

Morreu na tarde deste sábado (17) a escritora Zélia Gattai Amado, aos 91 anos. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa do Hospital Bahia, onde a autora de 14 livros estava internada havia 31 dias.

O médico Jadelson Andrade, que acompanhava o estado de saúde de Zélia, irá falar com a imprensa nas próximas horas.

Segundo boletins médicos, o quadro evoluiu com gravidade na noite de sexta-feira (16). Zélia estava na Unidade de Terapia Intensiva do hospital, em pós-operatório de uma laparotomia para desobstrução intestinal.

De acordo com o filho da escritora, João Jorge Amado, Zélia temia a operação. “Ainda antes de passar pela cirurgia, ela chegou a dizer que estava com medo, o medo da morte que é natural.”

Só neste ano a viúva do escritor Jorge Amado havia passado por cinco internações. Na manhã deste sábado (17), os médicos informaram que o quadro de choque circulatório era irreversível, ou seja, o coração e os vasos já não eram capazes de irrigar todos os tecidos com a quantidade adequada de oxigênio.

Segundo João Jorge, o corpo deve ser cremado de acordo com a vontade da própria escritora.

Paulista do Paraíso

Foto: Epitácio Pessoa/Agência Estado

Filha dos imigrantes italianos Ernesto Gattai e Angelina Da Col, Zélia Gattai Amado nasceu no dia 2 de julho de 1916, na capital paulista. Foi em São Paulo, no bairro do Paraíso, que passou toda a infância e a adolescência.

A família da escritora foi bastante atuante no movimento político-operário. Em 1938, o pai de Zélia chegou a ser preso pela polícia política do Estado Novo.

As lembranças desse engajamento familiar – a casa dos Gattai foi palco de fervorosos debates – inspiraram o primeiro livro da escritora: “Anarquistas, graças a Deus”. Lançada em 1979, a obra já vendeu mais de 250 mil exemplares no Brasil, ganhou versões em francês, italiano, espanhol, alemão e russo e ainda inspirou uma minissérie homônima na Rede Globo, que foi ao ar em 1984, dirigida por Walter Avancini.

Aos 20 anos, Zélia se casou com Aldo Veiga, intelectual e militante do Partido Comunista. Da união nasceu o primeiro filho da escritora, Luiz Carlos, hoje com 66 anos.

Graças ao círculo de amizades de Veiga, Zélia se aproximou da elite intelectual brasileira da época. Desse grupo de amigos, faziam parte os escritores Oswald de Andrade, Mario de Andrade, Rubem Braga e Vinícius de Moraes. Também ficou próxima dos artistas Lasar Segall e Tarsila do Amaral.

O casamento chegou ao fim após oito anos. Em 1945 conheceu o escritor Jorge Amado – de quem já era admiradora – durante um congresso sobre literatura. Com diversos interesses em comum, a dupla passou a trabalhar no movimento pela anistia dos presos políticos. Poucos meses depois, se apaixonaram e passaram a viver juntos.

Os anos de exílio

Em 1946, nasce o primeiro filho do casal, João Jorge Amado. Dois anos mais tarde, com a repressão política no país, a família se exila na Europa por cinco anos. É nesse período que nasce o terceiro filho de Zélia, Paloma Jorge Amado, em 1951, em Praga.

No exílio, Jorge e Zélia participaram intensamente da vida cultural européia e conviveram com personalidades como Pablo Neruda, Jean-Paul Sartre, Simone de Beauvoir e Picasso. A escritora freqüentava os cursos de “Civilização francesa” e “Fonética e Língua Francesa” na conceituada Universidade de Sorbonne, em Paris, e ainda descobre uma nova paixão: a fotografia.

O casal retornou ao Brasil em 1952 e viveu no Rio de Janeiro, na casa dos pais de Zélia, durante 11 anos. Em 1978, após 33 anos de companheirismo, Jorge e Zélia oficializaram a união.

Cidadã baiana

Em 1963, a família Amado fixa residência em Salvador. E é lá que Zélia passa a se dedicar mais à literatura. Além de “Anarquistas, graças a Deus”, é autora dos livros de memórias “Um chapéu para viagem” (1982), “Senhora do baile” (1984), “Jardim de inverno” ( 1988) e “A casa do rio Vermelho” (1999). Também é escreveu os livros infantis “Pipistrelo das mil cores” (1989) e “O segredo da rua 18” (1991).

Baiana de coração, Zélia recebeu em 1984 o título de “Cidadã Soteropolitana”. Mas esta não foi a única honraria recebida pela escritora. Zélia também foi agraciada na França com os títulos de “Cidadã de Honra da Comunidade de Mirabeau” (1985) e a de “Comendadora das Artes e das Letras” (1998).

No Brasil, entre outros prêmios literários, recebeu o “Dante Alighieri” (1980).

A vida sem Jorge Amado

O casamento de Zélia Gattai e Jorge Amado durou 56 anos, até a morte do escritor, em 2001.

A história de amor de mais de meio século que viveu com Jorge Amado inspirou alguns de seus trabalhos. Caso da fotobiografia do escritor, “Reportagem incompleta” (1987), além dos livros de memórias “A casa do Rio Vermelho” (1999), “Jorge Amado - Um baiano romântico e sensual” (2002) – em parceria com os filhos João e Paloma – e “Memorial do amor” (2004).

Foto: Divulgação

No dia 21 de maio de 2002, a escritora passou a integrar a Academia Brasileira de Letras (ABL), ocupando a mesma cadeira que pertencia ao marido: a de número 23. O posto também já pertenceu aos escritores José de Alencar, Machado de Assis, Alfredo Pujol.

Após o falecimento do companheiro, Zélia decide abrir a casa em que viveram juntos por 21 anos e onde receberam personalidades como o escritor Pablo Neruda.

Atualmente aberta para visitação, a famosa “casa do Rio Vermelho” – onde estão as cinzas do escritor – será transformada em um museu.

Além dos três filhos, Zélia Gattai também deixa nove netos e cinco bisnetos.

Fonte

Por El cabron

May 05

01- Paula Abdul: Caso com calouro?

O ex-calouro Corey Clark de AMERICAN IDOL contou em uma entrevista que teve um relacionamento com a jurada do programa, que, segundo ele, agiu como uma espécie de mentora e acabou tendo um caso secreto com ele por alguns meses. Paula Abdul nega.

02 - Martha Stewart vai para a cadeia

Já pensou se alguém com mais notoriedade que Ana Maria Braga entre as donas-de-casa fosse presa? Pois é. Um dos maiores nomes da TV, a megaempresária e apresentadora americana passou 5 meses presa por obstrução de Justiça em 2004

03 - Alec Baldwin xinga a filha


Envolvido há anos em um divórcio conturbado com a atriz Kim Bassinger e em uma briga pela guarda da filha do casal, o ator de 30 ROCK teve divulgada na internet uma gravação telefônica em que a xingava a menina de porquinha sem noção. Que vergonha

04 - Ao vencedor… a prisão


Richard Hatch foi o vencedor da primeira edição do reality show SURVIVOR, mas ficou famoso de verdade ao ser preso: ele está atualmente na cadeia, cumprindo sentença por sonegação de impostos devidos pelo seu prêmio do programa, de um milhão de dólares

05 - O livro recomendado por Oprah


Todo mundo sabe que Oprah Winfrey tem poder. E ela recomendou aos telespectadores o livro A Little Million Pieces, suposta autobiografia escrita por James Frey - que não era história real coisa nenhuma. Indignada, Oprah espinafrou o autor ao vivo

06 - Quem sabe faz ao vivo

Ashlee Simpson se apresentaria supostamente ao vivo no SATURDAY NIGHT LIVE. Mas quando ia começar a cantar a música escolhida, entrou no ar um playback com outra gravação e ela se enbananou toda - e todo mundo ficou sabendo que ela não cantava ao vivo

07 - Charlie Seen e as prostitutas


No auge da carreira, em 95, o ator confessou publicamente que costumava fazer sexo com prostitutas e estimava já ter gasto mais de 50 mil dólares com um serviço de acompanhantes. Esta semana, uma cafetina apareceu dizendo que a história não acabou em 95

08 - O triângulo amoroso


Quase tão falado quanto o caso Brad Pitt-Jolie-Aniston. Em 2003, o ator Billy Crudup deixou sua namorada, com quem estava havia oito anos, a atriz Mary-Louise Parker, para ficar com Claire Danes. Detalhe: a protagonista de WEEDS estava grávida de 7 meses

09 - As fotos de Vanessa Hudgens


Essa é recente, mas vale entrar para qualquer lista dos maiores escândalos dos astros de TV. Queridinha dos adolescentes americanos por seu papel de boa menina em HIGH SCHOOL MUSICAL, a atriz Vanessa Hudgens apareceu nua em fotos pela internet

10 - Vanessa Willians perde a coroa de miss


A atual malévola Wilhelmina de UGLY BETTY foi a primeira negra a se tornar Miss America, nos anos 80. Mas fotos em que aparecia nua, publicadas pela revista Penthouse, causaram um enorme escândalo e ela teve que devolver a coroa

Via : Séries e Etc

Por El cabron

Apr 24

É quase impossível falar sobre religião sem entrar em algum debate. Os cristãos fundamentalistas gostam de usar a Bíblia como sua única fonte de “revelação” e discutir por horas o que está em suas páginas.Por toda a história, os povos desenvolveram equívocos estranhos sobre a Bíblia e os contos que existem nela. Esta lista espera colocar alguns dos maiores equívocos que as pessoas têm a respeito da Bíblia.

Número 10

A Fruta de Adão e Eva.

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Contrariando a opinião popular,Adão e Eva não comeram uma maçã no livro de Gênesis. Na realidade a fruta não é nomeada - ela é referida somente como a fruta da “árvore de conhecimento do bem e do mal”. A razão para este equívoco, veio provavelmente devido ao fato que no inglês médio, a palavra “maçã (Apple)” era usada para se referir a todas as frutas. Com o passar dos séculos, esta palavra acabou ficando conhecida como a maça em específico.

Número 9

A Serpente Diabólica

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A serpente que convenceu Eva a pegar a fruta da árvore do conhecimento do bem e do mal não faz referência ao Demônio em Gênesis.Ela é apenas conhecida como a serpente que era “mais astuta do que qualquer outro animal na terra”.Por curiosidade,o termo “Lucifer”, usado em referência ao Demônio,vem da tradução latina do antigo testamento em Isaías 14:12 - na Bíblias, em nenhum momento Satanás está referido diretamente por Lúcifer.

Número 8

A Arca de Noé

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Nós todos sabemos que os “animais entraram de dois em dois”… certo? Errado! Na verdade,todos os animais limpos foram em grupos de sete,e os não-limpos em duplas. De acordo com a lei dietética Judáica,há muito mais animais limpos do que não-limpos,então a maioria das criaturas que entraram na arca foram em grupos de 7.

Número 7

Os Dez Mandamentos

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Considerando a importância dos dez mandamentos para tantas pessoas,você deve pensar que eles tem uma idéia clara de como eles são definidos,mas a maioria das pessoas não tem. Na verdade,a Bíblia não lista um grupo consistente de 10 mandamentos. Em Êxodo,a lista inclui 14 ou 15 “recomendações”. Embora a Bíblia se refira ao grupo de “10″ regras,ela não os menciona nas mesmas seções como a lista dos dez mandamentos. Diferentes seitas cristãs tem dividido a lista dos mandamentos de maneira diferente. A Igreja Católica combina as 3 recomendações em um único mandamento,e os Protestantes combinam o segundo final em uma recomendação.

Número 6

A Concepção Imaculada

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A concepção imaculada não faz referência a Jesus ter nascido sem pecado,mas sim a sua mãe, Maria. A maioria de cristãos acreditam que todos os povos estão concebidos com o pecado original (o pecado herdado de Adão e Eva), mas Jesus não. Então,a concepção imaculada é a concepção de Mária,a mãe de Jesus sem nehum pecado original e não a de jesus como alguns pensam.

Número 5

Os Três Reis

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Sem dúvida,a maioria de nós já ouviua canção natalina “Os Três Reis do Oriente”; mas na verdade, os três “reis” nunca foram referidos como Reis pela Bíblia. Adicionalmente,nada indica que eles eram três.A única referência ao número “3″ é o número de presentes que eles carregavam.

Número 4

A Profissão de Maria Madalena

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Em nehuma parte da Bíblia é dito que Maria Madalena era uma prostituta. Na verdade,ela quase não é mencionada.Com excessão de sua presença na ressureição,a única outra coisa que a bíblia diz sobre ela,é que ela foi possuída por sete demônios.

Número 3

O Filho Pródigo

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Contrariando o que as pessoas acreditam,”Pródigo” significa: “que ou aquele que despende excessivamente” - não há nenhuma referência a sair ou retornar.

Número2

O Imperador Constantino e a Bíblia

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O Imperador Constantino não definiu o cânone do Novo Testamento no primeiro Concílio de Nicaea em 325 D.C. - na verdade,o Concílio nem ao menos mencionou a constituição da Bíblia. Isto já havia sido definido por volta do século 2 ,e sua forma ainda é encontrada nas Bíblias Católicas. Um outro fato pouco conhecido é que o imperador Constantino não tinha poder de voto no Concílio - ele estava lá apenas como um observador.

Número 1

Texto Mudado

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Alguns acreditam que através dos séculos ,os textos da Bíblia foram alterados para se adaptarem as ideologias dos editores. Na verdade,há apenas um número muito pequeno de alterações textuais que os lingüista e críticos modernos consideram mudanças intencionais ;a maioria são simples erros de ortografia ou reprodução.

Fonte

Por postador

Apr 24

Publicado por Mauricio Garcia em 18.4.2008 às 15:53

Em Agosto deste ano, todos os holofotes do mundo estarão voltados para a China, por causa dos Jogos Olímpicos de Pequim. Mas o que não podemos imaginar são as curiosidades à respeito do país mais populoso do mundo.

Esta semana, despertado que fui por uma reportagem sobre o assunto publicada na revista Superinteressante, resolvi ir à caça e trago aqui para a Papo de Homem um mundo de fatos curiosos sobre a China.

mini-gangue

我们有巨大的阴茎!

1.

A cada feriado do Ano-novo chinês, mais de 300 milhões de pessoas viajam pela China, para visitar parente, sendo o maior movimento migratório do planeta. Como não conseguem ir ao banheiro nos trens superlotados, muitos viajantes usam fraldas para adultos.

2.

A polícia não tem armas. Aliás, ninguém carrega armas, e o crime praticamente não existe entre os civis. Também pudera, aquela clássica história do criminoso ser executado e a bala ser cobrada da família assusta qualquer um. A China é o país que mais executa prisioneiros no mundo.

3.

Após décadas do mais puro regime comunista, os chineses ignoram o que é privacidade. Bisbilhotar e tomar conta da vida alheia é quase obrigação, sendo muito comum xeretar conversa alheia ou olhar o cartão de ponto do colega para denunciar atrasos.

4.

Os símbolos chineses são tão ornados e complicados de desenhar, que se você resolve sentar num banco e escrever algo num papel comum, vai atrair uma multidão de curiosos apontando para você. Vai entender ?

5.

São calmos até demais. Não se ouvem buzinas nos engarrafamentos. Não se vê chinês com cara de estressado.

6.

O que nós chamamos de boa educação e higiene não se aplica na China. Os banheiros são apertados, fedidos e com apenas um buraco no chão. As pessoas urinam no meio da rua. Soltar puns em público é com eles mesmos.

O que chama mais atenção é o hábito de cuspir : Chineses cospem em qualquer lugar, e se você der mole, pode levar uma cusparada acidental, pois a medicina tradicional chinesa acredita que seja danoso engolir a saliva. E fuma-se até em aviões na China.

7.

Os chineses recusam gorjetas. Um viajante relatou que ao oferecer uma gorjeta a uma garçonete, ela empurrou a mão dele e saiu correndo, corada de vergonha. Quando você deixa a gorjeta na mesa, o funcionário corre atrás de você para devolver o dinheiro.

8.

Essa é muito esquisita. Funcionários chineses riem da sua cara quando você reclama de algo. Parece que estão de sacanagem, ninguém consegue entender, mas deve ser algo cultural. Eu, hein?

9.

Os bebês chineses andam com a bunda de fora. Sim, as roupas têm buracos no bumbum do bebê. E em último caso, vai na rua mesmo. As fábricas de fraldas devem adorar isso.

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它是伟大小便公开!

10.

Das 20 cidades mais poluídas do mundo, 16 são chinesas.

11.

O território chinês abrange 4 fusos horários, mas o governo não quer nem saber, e todo o país adota a hora de Pequim. O que faz o sol nascer às 4 da manhã no leste do país, e no oeste, às 9 da manhã.

12.

Os chineses são muito supersticiosos. Os andares 4, 14 e 24 de muitos prédios não existem, porque o ideograma do 4 é parecido com o da morte. Celulares terminados em 4 ou com muitos 4 são bem mais baratos, e muito utilizados por estrangeiros.

Já o número 8 tem o ideograma que lembra o da prosperidade. Não é à toa que os jogos Olímpicos começarão no dia 8 de agosto de 2008, às 8:08 da noite.

13.

Os lamas tibetanos estão desde o ano passado, proibidos de ressuscitar sem autorização do governo

14.

Segundo tradição do interior do país, homens que morrem solteiros têm a linhagem comprometida na próxima vida.

Para evitar isto, os familiares tentam arrumar o chamado minghun, ou casamento após a morte, enterrando uma noiva-fantasma ao lado do solteirão. Quanto mais nova a moça, melhor, e o preço pode chegar a US$ 2000,00.

15.

Fruto da política do filho único e da preferência das famílias por homens, existem 18 milhões de homens a mais que mulheres na China. Saber o sexo da criança antes do nascimento é proibido, porque se for mulher, o casal pode decidir abortar.

Apesar disto, o aborto é legal na China, mesmo no final da gravidez. Por conta disto, a China é o país mais avançado em pesquisas com células-tronco, além que quase nenhuma chinesa tomar anticoncepcional.

16.

A inovação mais recente que o governo quer implantar na legislação trabalhista são férias anuais de 15 dias. O salário de um operário é mais ou menos R$ 80,00/mês.

17.

A gastronomia chinesa é, digamos, exótica. O banquete do ano-novo chinês entre os mais ricos inclui iguarias como ovos podres cozidos e sopa de ninho de andorinha. Nas províncias do sul, come-se de tudo : gafanhotos, escorpiões, ratos selvagens, gatos, cachorros, estrelas-do-mar, cobras e até casulos de bicho-da-seda.

Há um restaurante em Pequim cuja especialidade é pênis. Isso mesmo, lá se tem pratos com o membro de 9 animais : Touro, jumento, cão, cobra, cervo, carneiro, búfalo, foca e cavalo, e como o povo acredita que o prato é afrodisíaco, não faltam clientes.

Ah, e se estiver numa mesa com chineses, jamais deixe os palitinhos fincados no arroz, pois isso representa desejar a morte das pessoas ali presentes. E também procure deixar comida no prato, pois um prato vazio para os chineses não significa que você gostou da comida, mas que o anfitrião foi ineficiente ao te servir.

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我是熊猫! 我爱口头性!

18.

As transmissões de redes internacionais de TV apresentam 9 segundos de atraso. É o tempo suficiente para que o censor tire a rede do ar caso constate que a notícia é ofensiva aos interesses chineses.

19.

77% dos chineses não sabe que a Aids pode ser evitada com o uso da camisinha.

20.

Ver filme erótico pode dar cadeia (se você for pego, claro). Gays também são perseguidos por lá. Anúncios, passeatas ou personagens gays na TV são proibidos.

Via: Papo de Homem

Por postador

Apr 21

A saga de Moisés, o profeta que teria arrancado seu povo da escravidão no Egito e fundado a nação de Israel, tem bases muito tênues na realidade, segundo as pesquisas arqueológicas mais recentes. É praticamente certo que, em sua maioria, os israelitas tenham se originado dentro da própria Palestina, e não fugido do Egito. O próprio Moisés tem chances de ser um personagem fictício, ou tão alterado pelas lendas que se acumularam ao redor de seu nome que hoje é quase impossível saber qual foi seu papel histórico original.

É verdade que as opiniões dos pesquisadores divergem sobre os detalhes específicos do Êxodo (o livro bíblico que relata a libertação dos israelitas do Egito) que podem ter tido uma origem em acontecimentos reais. Para quase todos, no entanto, a narrativa bíblica, mesmo quando reflete fatos históricos, exagera um bocado, apresentando um cenário grandioso para ressaltar seus objetivos teológicos e políticos.

Airton José da Silva, professor de Antigo Testamento do Centro de Estudos da Arquidiocese de Ribeirão Preto (SP), resume a situação: “O Moisés da Bíblia é
claramente ‘construído’. Pode até ter existido um Moisés lá no passado que inspirou o dos textos, mas nada sabemos dele com segurança. Nas minhas aulas de história de Israel, começo com geografia e passo para as origens de Israel em Canaã [antigo nome da Palestina], não trato mais de patriarcas e nem do Êxodo”.

Data-limite

Os pesquisadores dispõem há muitos anos do que parece ser a data-limite para o fim do Êxodo. Trata-se de uma estela (uma espécie de coluna de pedra) erigida pelo faraó Merneptah pouco antes do ano 1200 a.C. A chamada estela de Merneptah registra uma série de supostas vitórias do soberano egípcio sobre territórios vizinhos, entre eles os de Canaã. E o povo de Moisés é mencionado laconicamente: “Israel está destruído, sua semente não existe mais”. Não se diz quem liderava Israel nem que regiões eram abrangidas por seu território. Trata-se da mais antiga menção aos ancestrais dos judeus fora da Bíblia.

Foto: Reprodução

Inscrição em hieróglifos feita sob ordem do faraó Merneptah pouco antes de 1200 a.C. Esse trecho do texto diz: “Israel está destruído, sua semente não existe mais” (Foto: Reprodução)

Se a saída dos israelitas do Egito ocorreu, ela precisaria ter acontecido antes disso. A Bíblia relata que, cerca de 400 anos antes de Moisés, os ancestrais do povo de Israel, liderados pelo patriarca Jacó, deixaram seu lar na Palestina e se estabeleceram no norte do Egito, junto à parte leste da foz do rio Nilo. Os egípcios teriam permitido esse assentamento porque, na época, o mais importante funcionário do faraó era José, filho de Jacó. Décadas mais tarde, um novo faraó teria ficado insatisfeito com o crescimento populacional dos descendentes do patriarca e os transformado em escravos.

Por algum tempo, arqueólogos e historiadores acharam que haviam identificado evidências em favor dos elementos básicos dessa trama. É que, por volta do ano 1700 a.C., a região da foz do Nilo foi dominada pelos chamados hicsos, uma dinastia de soberanos originários de Canaã e de etnia semita, tal como os israelitas. (O nome “Jacó”, muito comum na época, está até registrado entre nobres hicsos.)

Pouco mais de um século mais tarde, os egípcios expulsaram a dinastia estrangeira de suas terras. Isso mataria dois coelhos com uma cajadada só. Explicaria a ascensão meteórica de José na burocracia egípcia, graças à proximidade étnica com os hicsos, e também por que seus descendentes foram escravizados — eles teriam sido associados à ocupação estrangeira no Egito.

O problema com a idéia, no entanto, é que não há nenhuma menção aos israelitas ou a José e sua família em documentos egípcios ou de outros reinos do Oriente Médio nessa época. Pior ainda, até hoje não foi encontrado nenhum sítio arqueológico no Sinai que pudesse ser associado aos 40 anos que os israelitas teriam passado no deserto depois de deixar o Egito.

Foto: Reprodução
O mosteiro de Santa Catarina, no Sinai, é tradicionalmente identificado com o local onde Moisés teve seu encontro com Javé (Foto: Reprodução)

Os textos egípcios também não falam em nenhum momento da fuga liderada por Moisés, se é que ela ocorreu. “Isso é um problema grave. O argumento de que os egípcios não registravam derrotas é falso: a saída de um pequeno grupo nem era um revés, e eles relatavam derrotas sim, mesmo quando diziam que tinha sido um empate”, afirma Airton José da Silva.

Apiru = hebreus?

Para Milton Schwantes, professor da  Faculdade de Filosofia e Ciências da Religião da Universidade Metodista de São Paulo, outro problema com a ligação entre os israelitas e os hicsos é dar ao Êxodo uma dimensão muito mais grandiosa do que seria razoável esperar do evento. “É uma cena de pequeno porte — estamos falando de grupos minoritários, de 150 pessoas fugindo pelo deserto. Em vez do exército egípcio inteiro perseguindo essa meia dúzia de pobres e sendo engolido pelo mar, o que houve foram uns três cavalos afundando na lama”, brinca Schwantes.

Ele é menos pessimista em relação aos possíveis elementos de verdade histórica na narrativa do Êxodo. Os israelitas são freqüentemente chamados de “hebreus” nesse livro da Bíblia, uma mistura de nomenclaturas que deixou os estudiosos com a pulga atrás da orelha. Documentos do Oriente Médio datados (grosso modo) entre 2000 a.C. e 1200 a.C., porém, falam dos habiru ou apiru — grupos que parecem ter vivido às margens da sociedade, atuando como trabalhadores migrantes, escravos, mercenários ou guerrilheiros.

“Ou seja, os hebreus talvez não fossem um grupo étnico, mas uma categoria social, de pessoas que muitas vezes eram forçadas a participar de grandes construções no Egito, sem receber o necessário para o seu sustento”, afirma Schwantes. Ele também vê sinais de memórias históricas antigas nos nomes de algumas cidades egípcias mencionadas na narrativa do Êxodo — lugares que foram ocupados por um período relativamente curto de tempo, por volta de 1200 a.C.

“O próprio nome de Moisés é um nome egípcio que os israelitas não entenderam”, diz Schwantes. Parece ser a terminação “-mses” presente em nomes de faraós como Ramsés e quer dizer “nascido de” algum deus — no caso de Ramsés, “nascido do deus Rá”. No caso do líder dos israelitas, falta a parte do nome referente ao deus.

Mar: Vermelho ou de Caniços?

O momento mais famoso da saída dos israelitas do Egito é o confronto entre Moisés e o exército egípcio no Mar Vermelho, quando, por ordem de Deus, o profeta abre as águas para que seu povo passar e as fecha para engolir os homens do faraó. No entanto, é possível que a história original tenha se referido não a águas oceânicas, mas a um pântano.

Explica-se: o sentido original do hebraico Yam Suph, normalmente traduzido como “Mar Vermelho”, parece ser “Mar de Caniços”, ou seja, uma área cheia dessas plantas típicas de regiões lacustres. Assim, nas versões originais da lenda, afirmam estudiosos do texto bíblico, os “carros e cavaleiros” do Egito teriam ficado presos na lama de um grande pântano, enquanto os fugitivos conseguiam escapar. Conforme a tradição oral sobre o evento se expandia, os acontecimentos milagrosos envolvendo a abertura de um mar de verdade foram sendo adicionados à história.

O dado mais importante sobre a dimensão real do Êxodo, no entanto, talvez venha da Palestina. Israel Finkelstein, arqueólogo da Universidade de Tel-Aviv, em Israel, conta que uma série de novos assentamentos associados às antigas cidades israelitas aparecem na Palestina por volta da mesma época em que a estela de Merneptah foi erigida. Acontece que a cultura material — o tipo de construções, utensílios de cerâmica etc. — desses “israelitas” é idêntica à que já existia em Canaã antes de esses assentamentos surgirem. Tudo indica, portanto, que eles seriam colonos nativos da região, e não vindos de fora.

Para Finkelstein, isso significa que a história do Êxodo foi redigida bem mais tarde, por volta do século 7 a.C. O confronto com o Egito teria sido usado como forma de marcar a independência dos israelitas em relação aos vizinhos, que estavam tentando restabelecer seu domínio na Palestina. A figura de Moisés, talvez um herói quase mítico já nessa época, teria sido incorporada a essa versão da origem da nação

Fonte

Por El cabron

Apr 16
por Juliano “Big Earl” Schroeder , retirado do Plastico Bolha

É muito comum encontrarmos pessoas, até amigos, gabando-se e exibindo seu alto Quociente de Inteligência. “Puxa, fiz um teste na internéti que deu que meu QI é de 101, que ótimo, sou acima da média!” Pois é.

Será o teste de QI, tão amplamente utilizado para medir a capacidade intelectual de uma pessoa, válido? Não existiria uma forma melhor de modelar nossa inteligência para descobrirmos quanto podemos melhorar e nos desenvolver?

A história resumida do teste de QI

Em 1900, o psicólogo Alfred Binet, a pedidos de pais e mestres educadores da época, criou uma medida que poderia prever quais crianças teriam sucesso e quais fracassariam nas séries primárias das escolas de Paris. Através de formulários e perguntas que poderiam ser respondidas objetivamente, foi desenvolvido o “teste de inteligência” que possuía uma medida: o “quociente de inteligência” ou QI.

Alfred Binet

Rapidamente, o QI chegou aos Estados Unidos e, claro, virou mercadoria. Esse teste ganhou fama quando foi ostensivamente utilizado para o recrutamente do exército americano. E existiam, sim, propagandas na época deste tipo:

Você precisa de um teste individual que forneça rapidamente uma estimativa estável e confiável da inteligência em quatro ou cinco minutos por formulário? Que tenha três formulários? Que não dependa da produção verbal ou de instrumentação subjetiva? Que possa ser utilizado por pessoas com grave deficiência física (inclusive paralisia), se elas puderem sinalizar sim ou não? Que avalie crianças de dois anos de idade e adultos com a mesma curta série de itens e o mesmo formato? Tudo isso por apenas $16,00.

Por que o teste de QI funciona e por que é usado até hoje?

Muitas vezes vemos crianças e adolescentes que possuem um QI alto realmente se darem bem nas escolas. São os gênios, cús de ferro (CDFs), nerds, excluídos, mangolões e tantos outros apelidos que as crianças diabólicas dão aos mais “inteligentes”. Por que isso acontece? Simplesmente porque o nosso sistema de educação espera que os alunos vão bem justamente nas aptidões testadas pelo teste de QI. Raciocínio lógico, matemático e lingüístico. E não raro, vemos esses mesmo indíviduos fracassarem nas sua profissões depois de adultos, quando essas não requerem aquelas habilidades nas quais eram tão bons. Da mesma forma, vemos alunos dados como médios ou até ruins - caso do grande gênio do século XX, Einstein - serem extramamente bem sucedidos posteriormente.

Qual a alternativa?

Howard Gardner - assim como muitos outros pesquisadores (L. L. Thurstone, J. P. Guilford entre outros) - rejeitaram esse modelo de inteligência e de sistema educacional. Gardner partiu do ponto de vista de que existem diversas capacidades naturais dos indíviduos e que podem ser usadas em várias situações para resolver problemas. É uma visão “pluralista” da mente, como diz Gardner:

Existe uma visão alternativa, baseada em um conceito da mente radicalmente diferente, que produz um tipo de escola também totalmente diferente. É uma visão pluralista da mente, reconhecendo muitas facetas distintas e separadas da cognição, reconhecendo que as pessoas possuem forças cognitivas diferenciadas e estilos cognitivos contrastantes. Gostaria também de introduzir o conceito de escola centrada no indivíduo que considera seriamente esta visão multifacetada de inteligência. [..] É a essa abordagem que chamei minha teoria de inteligências múltiplas”.

Howard Gardner

As 8 Inteligências

Para classificar as inteligências, Howard Gardner e seu grupo de pesquisa tentaram separar características puras e independentes, tentando assim identificar um escopo que seria uma inteligência. Observando prodígios, crianças autistas, idiotas sábios, e indíviduos que sofreram grandes danos cerebrais, foi possível identificar de que forma cada inteligência se manifesta. Assim, elas foram separadas nas seguintes classes:

1. Inteligência lingüística: Capacidade de entender e desenvolver uma linguagem. A inteligência lingüística é facilmente percebida no trabalho dos poetas e compositores.

2. Inteligência lógico-matemática: Junto com a inteligência lingüística é a mais valorizada no sistema educacional atual. Geralmente, facilidades nessas duas inteligências é que caracterizam o indivíduo inteligente.

3.Inteligência espacial: Capacidade de formar um modelo mental de um mundo espacial e ser capaz de operar utilizando esse modelo. Quando os marinheiros encontravam seu caminho dentre diversas ilhas se guiando apenas pelas estrelas e constelações e da forma como as embarcações navegavam pela água, utilizavam amplamente sua inteligência espacial. Outro ótimo exemplo são os cegos. Possuem um modelo mental do ambiente tão preciso que muitas vezes nem de vara precisam.

4. Inteligência musical: Mozart. Bach, Beethoven e tantos outros eram gênios. A facilidade com que desenvolviam seus talentos musicais, até com grandes dificuldades - como a surdez de Ludwig Van - era notável. Quem já foi ao show de Yngwie Malmsteen e viu ele conversar com sua guitarra, sabe do que se trata.

5. Inteligência corporal-sinestésica: Outro gênio pra sempre lembrado pelo mundo inteiro é Maradonna Biro-Biro Edson Renato Portaluppi Pelé. Pelé se deu mal como empresário, com as mulheres, possivelmente não se dava bem com matemática, nem com línguas. Mas ao ser colocado em um gramado, com uma bola e chuteira nos pés, virava rei. Por que não chamamos esta grande aptidão corporal de inteligência? O que acontece com Federer quando entra em uma quadra de tênis? Ou o que acontecia com Sampras? E Oscar Schmidt?

6. Inteligência interpessoal: Capacidade de entender e se relacionar com as outras pessoas. Como se comportam, como se motivam, como reagem. Políticos, vendedores, professores, grandes líderes - Bento Gonçalves, Getúlio Vargas, Napoleão, Hitler, Pedro Bial - exemplificam este tipo de inteligência. Dizem que até técnicos de futebol a possuem, de vez em quando duvido.

7. Inteligência intrapessoal: Capacidade de fazer auto-crítica. Capacidade de formar um modelo preciso de si mesmo e o utilizar para melhor se postar na frente dos problemas. Definitivamente técnicos de futebol não a possuem.

8. Inteligência natural: Essa é a inteligência mais nova, só incluída na teoria de Gardner mais recentemente. Relaciona-se com a capacidade de entender e interagir com a natureza. Habilidade de se relacionar com animais, plantas, entendimento dos processos naturais, etc.

Por El cabron

Mar 15

O que é: uma visita guiada que, além de apresentar todo o edifício teatral e fornecer dados arquitetônicos, históricos (sobre o Teatro e a atividade teatral em SJDR) e técnicos (visita à cabine de som e luz, explicações sobre os elementos cênicos no palco e bastidores), ainda brinda o visitante com cenas cômicas da peça A Capital Federal, de Artur Azevedo, interpretada por atores locais acompanhados por um pianista.

Quando: acontece, para turistas, todo 3º domingo do mês às 10h da manhã e, em 2008, nas sextas-feiras dos feriados prolongados de maio, em horários diversos. Para escolas e excursões, os horários podem ser agendados durante a semana, sobretudo nas 3ªas feiras.

Quanto:  R$ 5,00 (valor promocional)
Duração: 1 hora
Lotação: Mín.: 20 pessoas; máx. 60 pessoas
Reservas: Ana Dias - (32) 8839-1674
              ou Teatro Municipal - (32) 3371-3704
Coordenação e Direção: Ana Dias.

Postando a pedido do Vitor, fica ai a dica ;)

Por El cabron

Feb 25

Pois é pois é chega ao fim o Oscar 2008. Algumas premiações muito bem merecidas. Bom abaixo vou deixar a lista completa, os vencedores estão em negrito.

oscar

 MELHOR FILME

Onde os Fracos Não Têm Vez
Desejo e Reparação
Juno
Conduta de Risco
Sangue Negro

MELHOR DIREÇÃO

Joel Coen / Ethan Coen - Onde os Fracos Não Têm Vez
Jason Reitman - Juno
Julian Schnabel - O Escafandro e a Borboleta
Paul Thomas Anderson - Sangue Negro
Tony Gilroy - Conduta de Risco

MELHOR ATOR

Daniel Day-Lewis - Sangue Negro
George Clooney - Conduta de Risco
Johnny Depp - Sweeney Todd
Tommy Lee Jones - No Vale das Sombras
Viggo Mortensen - Senhores do Crime

MELHOR ATRIZ

Marion Cotillard - Piaf - Um Hino ao Amor
Cate Blanchett - Elizabeth: A Era de Ouro
Julie Christie - Longe Dela
Laura Linney - The Savages
Ellen Page - Juno

MELHOR ATOR COADJUVANTE

Javier Bardem - Onde os Fracos Não Têm Vez
Casey Affleck - O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford
Philip Seymour Hoffman - Jogos do Poder
Hal Holbrook - Na Natureza Selvagem
Tom Wilkinson - Conduta de Risco

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

Tilda Swinton - Conduta de Risco
Cate Blanchett - I’m Not There
Ruby Dee - O Gângster
Saoirse Ronan - Desejo e Reparação
Amy Ryan - Gone Baby Gone

MELHOR ANIMAÇÃO

Ratatouille
Persepolis
Tá Dando Onda

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO

Onde os Fracos Não Têm Vez
Desejo e Reparação
Longe Dela
O Escafandro e a Borboleta
Sangue Negro

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL

Juno
Lars and the Real Girl
Conduta de Risco
Ratatouille
The Savages

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE

Sweeney Todd
O Gângster
Desejo e Reparação
A Bússola de Ouro
Sangue Negro

MELHOR FOTOGRAFIA

Sangue Negro
O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford
Desejo e Reparação
O Escafandro e a Borboleta
Onde os Fracos Não Têm Vez

MELHOR FIGURINO

Elizabeth: A Era de Ouro
Across the Universe
Desejo e Reparação
Piaf Um Hino ao Amor
Sweeney Todd

MELHOR FILME ESTRANGEIRO

The Counterfeiters - Áustria
Beaufort - Israel
Katyn - Polônia
Mongol - Cazaquistão
12 - Rússia

MELHOR DOCUMENTÁRIO

Taxi to the Dark Side
No End in Sight
Operation Homecoming: Writing the Wartime Experience
Sicko
War/Dance

MELHOR DOCUMENTÁRIO CURTA-METRAGEM

Freeheld
La Corona
Salim Baba
Sari’s Mother

MELHOR MONTAGEM

O Ultimato Bourne
O Escafandro e a Borboleta
Na Natureza Selvagem
Onde os Fracos Não Têm Vez
Sangue Negro

MELHOR MAQUIAGEM

Piaf - Um Hino ao Amor
Norbit
Piratas do Caribe: No Fim do Mundo

TRILHA SONORA ORIGINAL

Desejo e Reparação
O Caçador de Pipas
Conduta de Risco
Ratatouille
Os Indomáveis

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL

“Falling Slowly” - Once
“Happy Working Song” - Encantada
“Raise It Up” - O Som do Coração
“So Close” - Encantada
“That’s How You Know” - Encantada

MELHOR CURTA ANIMADO

Peter & the Wolf
I Met the Walrus
Madame Tutli-Putli
My Love

MELHOR CURTA LIVE-ACTION

Le Mozart des Pickpockets
At Night
Il Supplente
Tanghi Argent-i
The Tonto Woman

MELHOR EDIÇÃO DE SOM

O Ultimato Bourne
Onde os Fracos Não Têm Vez
Ratatouille
Sangue Negro
Transformers

MELHOR MIXAGEM DE SOM

O Ultimato Bourne
Onde os Fracos Não Têm Vez
Ratatouille
Os Indomáveis
Transformers

EFEITOS ESPECIAIS

A Bússola de Ouro
Piratas do Caribe: No Fim do Mundo
Transformers

Por El cabron

Jan 09

Esse ano acontece a 11ª Mostra de Cinema de Tiradentes, do dia 18 a 26 de Janeiro na belíssima cidade histórica de Tiradentes. O melhor do cinema brasileiro com pessoas de todas as regiões do país reunidas em um só lugar!

11ª Mostra de Cinema de Tiradentes

No site oficial você pode conferir toda a programação, as oficinas, as obras, os filmes selecionados e todo tipo de informação sobre a mostra!

 

Visite também a comunidade da Mostra no Orkut!
A galera la é bem legal, da pra ver os eventos, onde ficar, trocar experiências, opiniões… tem gente até combinando de encontrar ^^

Fica ai a dica ;)

Por El cabron