Aug 19

De acordo com pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, a maioria das vítimas de “derrames” não chega aos hospitais a tempo de receber o melhor tratamento.
Os acidentes vasculares cerebrais são, na maior parte dos casos, causados por obstruções nas artérias que levam o sangue ao cérebro. Infelizmente, menos de 25% dos pacientes chegaram aos hospitais do estado da Carolina do Norte dentro do período ideal de duas horas apos o início do sintomas.
A “janela” de tempo que existe para se iniciar o tratamento é muito pequena, devido às características das células cerebrais. Os neurônios dependem de um suprimento constante de sangue oxigenado para se manterem. Se os pacientes forem atendidos dentro desse período de tempo e diagnosticados corretamente com uma tomografia, um tratamento para dissolver o coágulo que impede a passagem do sangue pode ser iniciado.
A administração dessas drogas podem restabelecer o fluxo de sangue, evitando a destruição das células cerebrais e as seqüelas que podem advir do “derrame”.
O trabalho de pesquisa mostrou outra face alarmante da situação. Mesmo entre os pacientes que chegaram aos hospitais a tempo, menos de 24% foram submetidos a uma tomografia computadorizada logo. A não-realização do exame atrasa o início do tratamento.
Diante desses dados, a sociedade deve conhecer os sintomas de um possível acidente vascular cerebral, ou “derrame” e chamar por socorro imediatamente. A pesquisa está publicada na última edição da revista “Stroke”.

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Por El cabron

Aug 16

Engenheiros da Agência Espacial Européia (ESA, na sigla em inglês) revelaram com exclusividade à BBC dois veículos robóticos que estão sendo projetados para explorar a superfície de Marte em 2015.

Os veículos ainda em fase de testes, que receberam os nomes de Bruno e Bradley, têm seis rodas e são apontados como os mais robustos e mais fáceis de manobrar de sua categoria, informou o repórter da BBC News Pallab Ghosh.

De acordo com Chris Draper, gerente do projeto ExoMars da empresa aeroespacial britânica Astrium, a idéia é que o novo veículo robótico que seja enviado a Marte chegue a lugares aonde outros nunca conseguiram ir.

“Obviamente, os robôs americanos (Spirit e Opportunity) construídos pela Nasa tiveram grande sucesso - conseguiram viajar longas distâncias e ter uma vida útil mais longa que o planejado. Mas esperamos que, com nosso ‘bebê’, consigamos chegar ainda mais longe”, afirmou.

Cada uma das seis rodas do veículo pode ser guiada separadamente. Ele pode ainda, diante de uma ladeira íngreme ou escorregadia, se ancorar em cinco das seis ‘pernas’ e avançar uma por uma, para superar obstáculos.

Foto: BBC

Navegação inteligente

Além disso, os protótipos possuem um sistema de navegação inteligente que lhes permite planejar sua própria rota - um mecanismo que pode se revelar crucial quando a máquina estiver se aproximando de uma situação perigosa, como um precipício.

Por causa da distância entre os dois planetas, uma ordem emitida da Terra pode levar até 20 minutos para chegar a Marte, o que impossibilita o envio de comandos instantâneos para mudar a direção do robô.

A ExoMars tem como missão principal procurar sinais de vida passada ou presente em Marte. Para tanto, terá de chegar a lugares que oferecem mais condição de vida e recolher material a até dois metros de profundidade no solo. As amostras serão analisadas por um laboratório a bordo.
Dotado da maior variedade de instrumentos científicos já transportada a Marte, o robô poderá submeter o material a um grande número de testes se houver indicação da existência de organismos.

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Por El cabron

Aug 16

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A agenda astronômica de agosto está mesmo carregada. Depois da chuva de meteoros e do aniversário do Uau, temos um eclipse da Lua. Infelizmente este não será total e acompanharemos parcialmente, se o tempo deixar.

O que vai acontecer é que a Lua vai atravessar o cone de sombra projetada pela Terra no espaço. Em outras palavras, o sistema Sol-Terra-Lua deve sofrer um alinhamento. No momento em que ocorrer este alinhamento, a Lua estará visível no Oriente Médio e na África Oriental, que poderão acompanhar este eclipse na sua totalidade.

Nós aqui do Brasil teremos oportunidade de pegar as fases finais deste que vai ser o último eclipse lunar de 2008. Depois dele (visível no Brasil) teremos um penumbral (quando a Lua apenas passa pela penumbra da Terra) em 06 de agosto de 2009. Um eclipse total mesmo deve ocorrer apenas em 21 de dezembro de 2010, ainda que parcialmente visível para nós.

Como eu ia dizendo, não poderemos acompanhar todo o eclipse, para nós a Lua já deve nascer no dia 16 de agosto em plena sombra da Terra. Os principais horários (na hora de Brasília) do evento estão na tabela abaixo e correspondem aos momentos de entrada e saída da umbra (a parte mais escura da sombra da Terra) e penumbra. P1 corresponde ao momento em que a borda da Lua toca a penumbra, U1 quando a borda toca a umbra. O máximo corresponde ao meio do eclipse, quando a Lua estará no ponto de máxima imersão no cone de sombra da Terra. U4 é o momento em que a Lua deixa totalmente a umbra e P4 a penumbra.

eclipseinfo.jpg

P1 - 15:23
U1 - 16:35
Máximo - 18:10
U4 - 19:45
P4 - 20:57

Recife será o ponto do nosso território com maior tempo de eclipse, pois a Lua nasce às 17:13, mas na maior parte do país quando a Lua nascer ela já estará bem próxima do máximo do eclipse.

Para acompanhar um eclipse da Lua não é preciso nenhum equipamento. Apenas escolha um local confortável com vista para a Lua. Quem tiver um pequena luneta ou telescópio pode acompanhar a sombra cobrindo as crateras e montanhas lunares, o que é bem legal de ser visto.

Bom, como o próximo eclipse mais bacana deve ocorrer no final de 2010, o negócio é não perder este, mesmo que não dê para acompanhar inteirinho.

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Por El cabron

Aug 15

Difícil encontrar quem já não tenha sofrido com ela. A dor é permanente e até parece insolúvel. Um picote com o alicate até alivia um pouco. Mas, dois dias depois, o andar manco e o incômodo voltam: unha encravada é mesmo uma chateação. O corte inadequado e o uso freqüente de sapatos de bico fino são as principais causas do problema , explica a podóloga Isabel Pereira, da clínica Podobel, em São Paulo.

As unhas encravam quando parte delas empurra o canto do dedo do pé. Isso acontece porque a pele forma uma barreira. Como a unha não pára de crescer e é mais dura, penetra na pele causando dor e inflamação , afirma Fabiana Pinheiro, coordenadora técnica das manicures do salão paulista Homa.

O formato das unhas também interfere, favorecendo o mal em algumas situações como nos casos de infecção na lateral do maior dedo do pé (por causa da posição, ele é quem recebe a maior pressão dos sapatos). Para evitar isso, as unhas devem ser cortadas retas (e nunca pelos cantos), mantendo sempre as pontas livres , explica a podóloga. Os sapatos devem ser mais larguinhos na frente, com salto de 4cm no máximo para uso diário. Do contrário, a tendência é que as unhas voltem a encravar .Para corrigir o problema, além de evitar os calçados apertados na ponta e tomar cuidado com o corte, muitas vezes é necessário apelar para o uso de aparelhos, que tracionam a unha e obrigam que ela volte ao lugar certo.

Hoje em dia, são raros os casos de extração. Elas são evitadas por dois motivos: primeiro, porque nada garante que a nova unha não volte a encravar. E também porque o procedimento apresenta um alto risco de infecções.

Quem tem tendência a sofrer com as dores nos cantinhos nunca deve calçar um tênis com as unhas compridas, meias apertadas ou costuras salientes. E, quando for comprar um novo par de sapatos, faça isso no final do dia. Os pés estão inchados, assim não há risco de levar um modelo que aperte , diz a especialista.

Qual a diferença entre a pedicure e a podóloga?
A pedicure está preocupada com as questões estéticas: retira a cutícula, uniformiza o formato das unhas e esmalta. Já a podóloga volta a atenção para a saúde dos pés. O tratamento ideal para uma unha encravada deve ser determinado pelo dermatologista. Jamais use pomadas ou remédios sem orientação médica.

Unhas encravadas nos bebês
Em crianças recém-nascidas, o uso de macacão com pés fechados também podem ocasionar o problema. Prefira modelos bem folgados para preservar o conforto do bebê.

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Por El cabron

Aug 14

Ela passou o dia inteiro exposta a uma série de inimigos: radiação solar, poluição, fumaça de cigarro, mudanças de temperatura, maquiagem (sim, porque nem todo produto trata o seu rosto com deveria)… é enorme a lista de agressores que, aos poucos, vão tirando a vitalidade da sua pele. Os fatores externos fazem com que a pele fique envelhecida, desidratada e sem brilho , afirma a esteticista Ana Paula Gonçalves Cruz, do Spa Goodness Estética & Bem-estar, em São Paulo.

Mas, felizmente, é bem simples e gostoso se proteger contra tudo isso. Bastam uns minutinhos de dedicação, antes de dormir, e pronto: está feita a diferença. Uma boa limpeza, combinada aos cosméticos certos, garante o equilíbrio da oleosidade e a proteção necessária , diz a dermatologista Carla Albuquerque, da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Passo 1: tire a maquiagem
O sabonete, por melhor que seja, não é suficiente. Para remoer todos os restinhos da sua produção, conte com um bom demaquilante ou um tônico facial (vale substituir por uma loção adstringente, caso sua pele seja oleosa). Espalhe o produto com um algodão, até que ele saia sem vestígios de pó, base, sombra ou blush.

Passo 2: aplique um creme de limpeza
Estes produtos têm uma ação profunda, ajudando a remover as impurezas, como maquiagem e o excesso de oleosidade. Isso graças aos ativos com ação adstringente ou hidratante, dependendo do seu tipo de pele. Só é preciso seguir com cuidado as orientações presentes no rótulo quanto à permanência do produto no rosto. Do contrário, podem surgir coceiras, descamações ou manchas vermelhas.

Passo 3: lave o rosto
Nem pense em usar o sabonete que você passa no restante do corpo. Líquido ou em barra, ele é mais abrasivo e tende a aumentar a oleosidade da pele (o que, no rosto, aumenta as chances de surgirem cravos, espinhas e miliuns sebáceos). Peça ao seu dermatologista uma receita de sabonete próprio para o seu tipo de pele ou use uma loção de limpeza, em gel.

Passo 4: faça uma esfoliação
Duas vezes por semana, aplique m creme específico para remoção das células mortas. Algumas marcas também dispõem de máscaras de esfoliação. A escolha só depende da sua preferência. Essa limpeza vai deixar sua pele com muito mais brilho e livre daqueles pontinhos pretos que, se não forem retirados, tendem a virar cravos. No fim da esfoliação, lave bem o rosto.

Passo 5: descongestione a área dos olhos
Esta dica é especialmente dedicada a quem sofre com as olheiras de cansaço. Depois de todo o ritual de limpeza, mantenha um sache de chá de camomila gelado sobre cada um dos olhos. Bastam dez minutos para notar o clareamento progressivo da região. Nos casos mais severos, um creme à base vitamina K também rende bons resultados.

Passo 6: preserve áreas delicadas
Se você tem tendência a sofrer com acne ou manchas, aproveite a noite para usar produtos que combatem o problema. O mesmo vale para os cremes que previnem as rugas e a flacidez (principalmente na área dos olhos e do pescoço). Por causa dos ingredientes, estas fórmulas só podem ser usadas quando não há radiação solar (sob o risco de mancharem a pele). Só não se esqueça de, ao acordar, lavar bem o rosto e retirar completamente o produto.

Passo 7: hidrate
Um bom hidratante é essencial para manter o viço da pele. Algumas fórmulas ainda contêm ingredientes nutritivos, que ajudam a manter a firmeza das células. Só tome cuidado na escolha, que deve ser de acordo com o seu tipo de pele (normal, mista, oleosa ou seca).

E ao acordar…
Na pressa e nos tropeços matinais, a melhor receita é sempre a mais prática. Então, não complique: lave o rosto com um bom sabonete; aplique uma loca tônica ou adstringente e passe o seu filtro solar favorito. Maquiagem? Só se você já estiver cansada de explicar como faz para manter o brilho e vitalidade da sua pele e, para evitar mais perguntas, preferir dar uma disfarçada na sua beleza natural.

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Por El cabron

Aug 11

A Organização Européia para Pesquisa Nuclear (Cern, em francês) ensaiou com sucesso a injeção e a condução de partículas no anel subterrâneo do Grande Colisor de Hádrons (LHC, em inglês), um gigantesco tubo acelerador que pretende desvendar a estrutura essencial da matéria.

“Tudo correu bem e estamos muito contentes”, declarou James Gillies, porta-voz do Cern. O experimento, realizado várias vezes durante todo o fim de semana, consistiu em testar a sincronização do LHC com o acelerador Super Proton Synchrotron (SPS). Isso permitiu aos cientistas afinar as medidas e a condução de partículas pelos ímãs incorporados ao LHC. Esses foram os últimos ensaios antes do primeiro grande teste do LHC, previsto para 10 de setembro.

Supermáquina

O LHC é um acelerador de 27 quilômetros de circunferência, equipado com grandes ímãs supercondutores (cuja operação necessita de temperaturas muito baixas), construído com um triplo objetivo: desvendar a estrutura da matéria, as propriedades das forças fundamentais e as leis que regem a evolução do Universo.

A máquina fica em um túnel entre 50 e 120 metros de profundidade e se divide em oito setores, seis dos quais já estão resfriados a -271ºC. Ela se baseia em uma rede magnética, com dois canos pelos quais circulam prótons em sentidos opostos, e contém 1.232 ímãs bipolares (de 15 metros de comprimento cada um deles) e 392 de quatro pólos (de uns 6 metros cada), além de milhares de ímãs pequenos.

Ela também dispõe de um sistema de aceleração baseado em cavidades de radiofreqüência supercondutoras que permite aumentar a energia dos feixes em um fator de 15 em aproximadamente 30 segundos. Quando a máquina funcionar a pleno rendimento, serão produzidas nas regiões de interação um bilhão de colisões por segundo, das quais aproximadamente só uma entre um trilhão será verdadeiramente interessante para os cientistas.

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Por El cabron

Aug 11

Cientistas da Universidade da Califórnia, em Berkeley, anunciaram que estão mais perto de criar um material que pode tornar objetos tridimensionais “invisíveis”.

Os pesquisadores desenvolveram dois materiais que podem reverter a direção da luz em torno dos objetos, fazendo com que eles “desapareçam”.

Os chamados meta-materiais não existem normalmente na natureza e foram criados em uma escala nano, medidos em bilionésimos de metro.

Eles são estruturas criadas artificialmente, com propriedades óticas que fazem a luz “se dobrar” de forma não natural.

Como a luz não é absorvida nem refletida pelo objeto, é possível vê-la por trás dele, iluminando o que normalmente estaria escondido por ele - tornando o objeto invisível.

Os pesquisadores explicam que o material funciona como “água passando em em torno de pedras”.

Refração

Os meta-materiais têm propriedades de “refração negativa” - nos materiais naturais, o índice de refração é sempre positivo.

Refração é a passagem da luz por um objeto ou meio, na qual a velocidade da luz é alterada. Um bom exemplo é a passagem da luz através da água. A refração da luz na água faz com que as distâncias e tamanhos pareçam alterados.

Um dos meta-materiais é feito de metais e tem a estrutura semelhante a uma rede de pesca colocadas em várias camadas. Ele se torna transparente numa ampla gama de comprimentos de onda luminosa e reverte a direção da luz.

O outro usa minúsculos fios de prata dentro de óxido de alumínio poroso, colocados a uma distância mínima um do outro.

Por enquanto, os cientistas acreditam que a descoberta poderá ser usada em lentes microscópicas, mas eles afirmam que os princípios dos materiais poderiam ser aplicados em maior escala para criar “capas de invisibilidade” grandes o suficiente para esconder pessoas.

As pesquisas lideradas pelo cientista Xiang Zhang serão publicadas nesta semana nas revistas especializadas Nature e Science.

O estudo foi financiado pelo governo americano e poderá, um dia, ser usado em operações militares, fazendo, por exemplo, com que tanques desapareçam frente ao inimigo.

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Por El cabron

Aug 11

Um livro que acaba de chegar ao Brasil ajuda a revelar um lado surpreendente de Isaac Newton (1643-1727), pai da física moderna e responsável por formular a lei da gravidade, entre outras realizações científicas fundamentais. Nas horas vagas (ou, para ser mais exato, na maior parte do tempo durante sua maturidade), Newton se dedicava a um estudo detalhado, ponto por ponto, dos escritos atribuídos ao profeta Daniel e do Apocalipse, os dois livros bíblicos mais que mais versam sobre o fim do mundo. Para o cientista britânico, as duas obras eram guias precisos para a história do mundo até sua época e continham a chave para desvendar o que aconteceria no final dos tempos.

Os estudos apocalípticos de Newton estão na obra “As profecias do Apocalipse e o livro de Daniel” (Editora Pensamento), traduzida integralmente para o português pela primeira vez. As análises newtonianas coincidem apenas em parte com o que os modernos estudiosos da Bíblia consideram ser a interpretação mais provável das Escrituras. Mas não devem ser lidas como sinal de que o cientista tinha um lado “retrógrado” ou “obscurantista”, alertam especialistas. Pelo contrário: é bastante possível que a fé religiosa de Newton, e seu interesse por assuntos esotéricos, tenham facilitado suas descobertas.

“A gente tem de inverter a relação. Não é apesar de suas crenças religiosas e místicas que o Newton consegue dar o pulo do gato nos trabalhos sobre a gravidade; é justamente devido a elas”, afirma José Luiz Goldfarb, historiador da ciência e professor de pós-graduação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). “Os próprios estudos bíblicos de Newton já denotam uma sensibilidade mais crítica e moderna, uma tentativa de estudar as profecias de forma quase matemática, usando cronologias detalhadas.”

Pistas históricas

“A gente costuma deixar ciência e religião bem separadas, mas o fato é que os manuscritos de Newton, que chegam a 4.000 páginas, abordam principalmente esses estudos místicos e esotéricos”, conta Mauro Condé, professor de história e filosofia da ciência da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). “Com a morte dele, a Universidade de Cambridge e a Royal Society [principal sociedade científica do Reino Unido, da qual ele fazia parte], que tinham um modelo para o que deveria ser o trabalho científico, privilegiaram parte da obra dele e deixaram o resto vir a público de forma meio aleatória”, diz o pesquisador.

O livro em questão, publicado após a morte de Newton com base em suas anotações, é basicamente uma tentativa de desvendar o significado histórico das principais profecias do livro de Daniel (no Antigo Testamento) e do Apocalipse (livro do Novo Testamento que encerra a Bíblia cristã). Ambas as obras são caracterizadas pela riqueza de imagens simbólicas — animais, estátuas, chifres, trombetas — que funcionam como uma espécie de linguagem cifrada que o profeta propõe à sua audiência, e que às vezes é desvendada logo após a descrição das visões.

Foto: Reprodução

Famosa cena de Daniel na cova dos leões, em imagem do século 19

Newton, para quem Daniel “é um dos profetas mais claros para se interpretar”, traça uma série de correspondências entre as imagens proféticas e eventos reais — no seu esquema, por exemplo, menções a “dias” sempre se referem, na verdade, a anos, animais ferozes e poderosos correspondem a reis ou nobres, e assim por diante. Usando essa chave simbólica, o cientista se propõe a relacionar todas as grandes ocorrências da história mundial, do exílio judaico na Babilônia (a partir de 586 a.C.) à sua época, com as visões de Daniel e, em menor grau, com as de João, o autor do Apocalipse.

Romanos, bárbaros e papas

As duas principais visões do livro de Daniel se referem a uma estátua feita de vários tipos de metal precioso e não-precioso, e a uma sucessão de animais ferozes de aspecto sobrenatural. A interpretação tradicional (inclusive no interior do livro bíblico) é associar cada um dos metais e das feras a reinos que se sucederiam até o fim dos tempos, quando Deus salvaria seu povo e instauraria seu domínio sobre o mundo.

No caso da estátua, temos os metais ouro, prata, bronze, ferro e argila misturada com ferro; para Newton, a correspondência é com os impérios da Babilônia, da Pérsia, dos gregos de Alexandre Magno e de Roma; “ferro e argila” misturados significariam as nações européias oriundas do território fragmentado de Roma, fundadas a partir de reinos bárbaros. Um esquema semelhante é aplicado aos animais ferozes; Newton aproveita o fato de que um deles tem dez chifres para associá-lo aos dez reinos bárbaros europeus fundados após a queda de Roma.

Após esses dez chifres, surge mais um, “menor, e três dos primeiros foram arrancados para dar-lhe lugar. Este chifre tinha olhos idênticos aos olhos humanos e uma boca que proferia palavras arrogantes”, diz o profeta. Newton afirma que esse chifre arrogante é a Igreja Católica, que havia se tornado um império ao adquirir vastas extensões de terra na Itália durante a Idade Média. O cientista traça a interpretação porque o livro de Daniel diz que o novo chifre “perseguia os santos”.

Fortemente anticatólico, Newton associava a Igreja à promoção de práticas vistas por ele como demoníacas, como a adoração dos santos, bem como à perseguição dos verdadeiros cristãos. Para ele, a Igreja Católica também pode ser identificada com a Besta do Apocalipse, representada pelo número 666. Em seus cálculos, Newton dá a entender que o fim do mundo viria após a reconstrução do templo de Jerusalém, em torno do ano 2400 — mas se abstém de apontar um ano específico.

Valeu a tentativa

Apesar do esforço interpretativo de Newton, poucos estudiosos atuais do texto bíblico vão concordar com sua análise. Para começar, enquanto o físico considerava que o livro de Daniel tinha sido escrito no século 6 a.C. pelo profeta do mesmo nome, o consenso moderno é que a obra é tardia, de meados do século 2 a.C. — relatando, portanto, muitas coisas que já eram passado no tempo do profeta antes de se dedicar à profecia propriamente dita.

Reprodução

Imagem medieval retratando uma das principais cenas do livro do Apocalipse

Assim, Roma e a época cristã nem seriam mencionadas em Daniel: o profeta estaria falando apenas dos reinos sucessores de Alexandre Magno que lutavam pelo controle da terra de Israel naquela época. “Seriam, portanto, profecias depois do fato”, escreve Lawrence M. Wills, professor de estudos bíblicos da Episcopal Divinity School (Estados Unidos). De acordo com Wills, o chifre perseguidor dos “santos” representa, mais provavelmente, o rei sírio Antíoco Epífanes (morto em 164 a.C.), e não tem relação alguma com a Igreja Católica.

Tudo isso pode soar um bocado estranho para os que estão acostumados à separação moderna entre ciência e religião, mas José Luiz Goldfarb vê indícios dos interesses bíblicos de Newton na própria formulação da lei da gravidade. “No hebraico bíblico existe a palavra makom, que significa ‘lugar’. Mas, com a evolução do pensamento rabiníco, ela passa a designar a própria divindade. O Newton cita essa palavra em seus escritos, e parece ter usado o conceito para explicar como a gravidade atuava à distância — como a gravidade do Sol pode atrair a Terra, por exemplo. É como se entre o Sol e a Terra houvesse um makom, que é Deus, o qual está em todos os lugares”, diz o pesquisador.

Goldfarb ressalta que Newton é só mais um exemplo de patrono da ciência que tinha suas idéias “fertilizadas” pelo pensamento místico de sua época. “Os dois campos se falavam e se influenciavam muito”, diz. A crença monoteísta (num Deus único), se vista como um todo, também pode ter sido uma influência positiva nos primórdios da ciência e da filosofia, de acordo com Mauro Condé.

“O monoteísmo nos parece simples, mas já exige uma forma de pensamento mais sofisticada e abstrata”, diz ele. “E a busca por essências da natureza, por leis ordenadas, é uma coisa que Newton compartilha com filósofos como Platão. Isso foi incorporado na teologia cristã desde o começo”, afirma Condé.

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Por El cabron

Aug 11

Em alguns casos, eles valem tanto ou mais do que remédio, com uma vantagem: não deixam gosto amargo na boca. Os exercícios físicos, cada vez mais, são recomendados pelos especialistas como parte do tratamento de uma série de problemas de saúde. Os efeitos são comprovados contra desvios e dores na coluna; males do coração, alergias respiratórias e até no combate ao stress. Para explicar como isso acontece e ajudar você a tirar proveito máximo do seu treino, convocamos um time de peso.

A seguir, os fisioterapeutas Pedro Rizzi de Oliveira e Samantha Lopes de Almeida, da Clínica Luisa Catoira; Fernanda Elhiage, do Studio Conceitus; Marcela Guerreiro, da filial de Campinas do Instituto Patrícia Lacombe e a fisiatra Perola Grinberg Plapler, da Sociedade Brasileira de Medicina Física e Reabilitação decifram o que está por trás de cada movimento realizado na busca por um dia-a-dia mais saudável.

1. Desvios na coluna

Que tipo de exercício pode aliviar as dores?
Os desvios da coluna normalmente acontecem por um desequilíbrio muscular. Todo trabalho que possa equilibrar a musculatura dos dois lados ajuda na correção. Os alongamentos para região cervical, torácica, lombar e para os membros inferiores (pernas) são ótimos. No entanto, a prevenção é sempre mais importante. Mudanças nos hábitos de vida são essenciais, como atenção na mobília e atividades em casa e no trabalho para evitar posturas erradas e por tempo prolongado. Por exemplo, se a pessoa tiver hipercifose (ombros projetados para frente, postura triste ), indicamos exercícios que abram a postura e projetem os ombros para trás ( o que, automaticamente, esticar mais a coluna). E evitaremos exercícios que reforcem mais ainda essa postura errada.


E que tipo de exercício precisa ser evitado?
Exercícios com sobrecarga para o movimento de extensão da coluna, principalmente associados à rotação devem ser evitados, pois podem gerar um stress nos discos intervertebrais levando à dores e hérnias nessa região. Caso o indivíduo já possua uma lesão instalada na coluna, é importante evitar atividades com impacto como corrida, exercícios em cama elástica e atividades que envolvam saltos. Qualquer esforço fora do limite pode aumentar o desvio e, principalmente, causar pressão nos discos da coluna. Para se ter uma idéia da gravidade das posturas inadequadas, quando um indivíduo mediano senta-se incorretamente aumenta em 50 quilos a pressão sobre o disco de L5, localizado na região lombar. Essa pressão, com o passar do tempo, ocasiona dores de cabeça, lombalgias e até hérnias de disco.

O fortalecimento abdominal é indicado?
Sim. A musculatura abdominal profunda ativa vai dar sustentação para coluna lombar. Quando você fica de pé e relaxa a barriga para frente , a tendência é os ombros caírem para frente , com sobrecarga na região lombar, pois é ela quem ajuda a segurar nosso abdômen. Nesse tipo de postura errada, perdemos inclusive centímetros em altura, graças à curva em que ficamos. Com o abdômen contraído, a lombar fica menos sobrecarregada, diminui-se a hiperlordose (curvatura do bumbum arrebitado), os ombros são direcionados para trás, a postura abre-se e crescemos centímetros. Mas a musculação não é a única medida a ser adotada. Um bom trabalho postural como o RPG e alongamentos são essenciais para evitar e/ou tratar dores na coluna.

Os alongamentos são uma boa idéia?
Os alongamentos são primordiais na manutenção da boa saúde da coluna. Um músculo alongado gera menos tensões e desvios posturais do que um músculo encurtado. Além disso, a nutrição e oxigenação dessa musculatura é mais eficiente devido a uma melhor circulação local, o que a deixa menos propensa a lesões e mais eficaz para enfrentar as sobrecargas impostas no dia-a-dia. Nosso corpo é uma máquina perfeita e absoluta. E, como toda máquina, enferruja quando fica parada. A atividade física (seja ela de força ou alongamento) mantém todas as estruturas do nosso corpo em atividade. Mas é preciso muito cuidado porque o alongamento errado pode provocar lesões. O importante é que o paciente seja sempre bem orientado por um profissional.


2. Hipertensão, colesterol alto e problemas cardiovasculares

As atividades aeróbias ajudam de que maneira?
Os exercícios aeróbicos atuam melhorando a função cardíaca, ou seja, o coração se contrai de forma mais vigorosa. Esse tipo de atividade leva também a uma diminuição do nível de colesterol ruim (LDL), reduzindo o risco de entupimento das artérias e, conseqüentemente, o aparecimento da hipertensão arterial. Por isso, a importância de fazer dos exercícios um hábito. É um ciclo: com o coração funcionando bem, o colesterol diminui e a hipertensão é controlada (desde, é claro, que se combine com uma dieta adequada).

A musculação também pode ajudar?
A musculação atua como coadjuvante na prevenção dessas condições, visto que com uma musculatura mais condicionada a realização das atividades aeróbicas é facilitada

3. Osteoporose

Quando ela já se instalou que movimentos precisam ser evitados?
Pessoas que já tem osteoporose devem se exercitar como parte do tratamento. No entanto, alguns exercícios devem ser evitados. O impacto (saltar) pode comprometer tanto as vértebras quanto o quadril de pessoas com um quadro mais severo. Além disso, como a osteoporose se instala com freqüência em pessoas de mais idade, é muito comum a presença de artrose e conseqüente dor nas articulações. Essas pessoas têm grande dificuldade para realizar exercícios de impacto, que devem ser evitados.

A melhor opção de exercícios passa a ser a musculação. Exercícios com peso podem ser feitos de forma controlada tanto no peso, como na quantidade de repetições, o que torna esta atividade bastante segura. Para os braços é melhor fazer exercícios em aparelhos do que com pesos livres, porque sobrecarregam menos a coluna.

Devemos evitar os movimentos de flexão da coluna, principalmente carregando peso. Esta postura típica da osteoporose, a corcunda , acontece por causa das micro-fraturas na região anterior das vértebras. Isto faz com que as vértebras fiquem mais baixas na frente e mais altas atrás. Os movimentos de flexão podem acentuar este quadro, o que não é desejável.


Também é importante saber o grau a osteoporose (a densitometria óssea é um dos exames que ajudam a esclarecer isso). Dependendo do resultado, evite cargas muito pesadas e movimentos bruscos e saltos. Mas a atividade física também evita que o problema se instale, principalmente se for associada a uma dieta rica em cálcio e ferro.

E quais ajudam no fortalecimento ósseo?
A ginástica holística, por exemplo, é um método educativo, preventivo e terapêutico. São 800 movimentos que agem simultaneamente sobre a respiração, o equilíbrio e o tônus muscular, contribuindo para o fortalecimento da massa óssea. Mas todo movimento que tonifica a musculatura é uma boa opção, como caminhada, corrida e a própria musculação. Deve-se sempre considerar o grau da osteoporose na prescrição e realização das atividades.

E com que freqüência os treinos devem ser feitos?
A relação entre atividade física e osteoporose é muito clara. Apesar da dificuldade em dizer quanta atividade é necessária para formamos ossos, vemos que indivíduos ativos têm mais massa óssea do que sedentários e pessoas que fazem mais atividade com um lado do corpo têm mais massa óssea deste lado

Quando fazemos alguns exercícios (de impacto ou com peso), ocorre uma pequena deformação no osso. Nosso esqueleto interpreta esta deformação como um estímulo à formação de mais osso. Os atletas que mais têm massa óssea são aqueles que fazem halterofilismo e ginástica olímpica, que são modalidades que deformam o osso durante sua execução

Exercícios em piscina, apesar de serem ótimos para melhorar a dor, o condicionamento cardíaco e muscular e o equilíbrio, não estimulam a formação de osso. Dentro da água sofremos uma força chamada empuxo, que é exatamente o que nos faz boiar. Ou seja, a ação da gravidade não se dá da mesma maneira que fora da água. O mesmo acontece com os astronautas. Apesar de fazerem exercícios quando estão no espaço e de se alimentarem corretamente, quando voltam para a terra apresentam uma grande perda de sua massa óssea. Portanto, para formar massa óssea precisamos da força da gravidade e fazer exercícios, no mínimo, com o peso do próprio corpo.

A carga de exercícios precisa aumentar lenta e progressivamente. Se mantivermos sempre a mesma intensidade, deixamos de estimular os ossos como seria desejável. É importante também salientar que os exercícios são sempre benéficos. Mesmo que não aumentem a massa óssea, melhoram o equilíbrio, aumentam a proteção contra quedas, e facilitam a realização de atividades do dia-a-dia, o que se traduz em grande melhora da qualidade de vida.

4. Obesidade

No começo, quando o sobrepeso é muito alto, que exercícios podem ser feitos?
Todos que não tragam dor ao paciente. Alongamentos, alinhamento corporal por causa da sobrecarga nas articulações, no tornozelo, joelho e coluna lombar são os mais indicados. Também é importante aumentar o nível de queima calórica, com os exercícios aeróbicos: correr, pedalar, caminhar. Para preservar as articulações, comece caminhando rápido e cuidado com a respiração. Evite caminhar batendo papo, o que diminui o rendimento. E use um tênis adequado, que absorva o impacto das pisadas. Na academia, abuse da cama elástica (muita perda calórica, sem prejudicar as articulações). E sempre busque orientação de um profissional, verificando a pressão e os batimentos cardíacos.

Há risco de prejuízo às articulações? Como protegê-las?
Sim. O acompanhamento do especialista para reduzir o peso e manter a lubrificação das articulações é fundamental. Terrenos irregulares podem levar a torções e traumas articulares.

A musculação ajuda ou é melhor apostar nos aeróbios?
O ideal é a realização das duas modalidades de exercícios. A atividade aeróbica leva à queima de gordura enquanto a musculação atua no fortalecimento da musculatura, com o aumento do metabolismo basal o que acelera o efeito da primeira.


5. Asma e outras alergias respiratórias

Os exercícios conseguem diminuir as crises?
Sim. A Ginástica Holística, por exemplo, tem movimentos que agem simultaneamente sobre a respiração, o equilíbrio e o tônus muscular, contribuindo para a melhoria de todas essas funções. Os benefícios não param por aí: a atividade proporciona aumento da massa óssea e da flexibilidade, otimização da circulação e definição do contorno corporal.


Qual o efeito dos aeróbios nos pulmões?
A atividade aeróbica leva a uma melhora da capacidade pulmonar, ou seja, otimiza as trocas gasosas. Entretanto, existe um limite de tolerância ao exercício para cada indivíduo. Se excedido, o exercício passa a ser um fator desencadeante de crises.

A natação ainda é a melhor escolha?
A natação ajuda muito nas alergias respiratórias em gerais. A respiração em baixo da água trabalha a expansão pulmonar, melhorando a freqüência respiratória. O acompanhamento médico e a medicação adequada também ajudam na adaptação aos exercícios.

Os exercícios conseguem diminuir as crises?
Não há nenhum estudo comprovando que exercício possa prevenir a crise asmática. No entanto, a atividade física leva a uma melhora na qualidade de vida dos asmáticos. O exercício deve ser um complemento ao tratamento da asma, que é medicamentoso.

6. Stress

De que forma os exercícios podem diminuir a tensão?
Hoje em dia, a maioria das pessoas passa o dia trabalhando no computador, com postura curvada, cabeça projetada para frente e ombros arqueados. Isso resulta da falta de orientação e também da dificuldade dos músculos em sustentar uma postura adequada. As conseqüências vão muito além do que se pode imaginar. Os principais efeitos da má postura são dores nas costas e compressão da passagem sanguínea para o cérebro o que ocasiona enxaquecas, cansaço mental, perda de memória e baixa concentração. Também há prejuízos na eficiência digestiva, os alimentos enfrentam dificuldades na passagem para o estômago, o que gera dores estomacais e, em casos extremos, úlceras.

Eles ajudam no controle emocional?
A atividade física libera endorfina, uma espécie de tranqüilizante natural do nosso corpo. É preciso procurar um exercício que dê prazer, não importa qual. Musculação, correr, pedalar, caminhar: o que vale é manter o corpo em movimento, sempre.

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Por El cabron

Aug 10

Grandes empresas de cosméticos se reúnem em uma feira em São Paulo para apresentar tendências e novidades no mundo da estética. Entre as opções, estão cremes à base de flores, plataformas vibrantes e cosméticos que estimulam a sensação de bem estar.

A novidade no tratamento da celulite é uma flor, o crisântemo, que promete eliminar de vez a gordura localizada. Atrás dos lançamentos está sempre um público ansioso para consertar defeitinhos que às vezes ninguém vê.

Para eliminar as toxinas da pele, por exemplo, a feira oferece como opção uma máscara de argila orgânica, que diminui o risco de alergia. A dica é misturar a terra com óleos essenciais, e não água. “A água em geral vem com o pH alterado, devido à purificação com cloro. Altera os ativos da mascará e também o pH. Pode irritar a pele”, explica a dermatologista Graça Tavares.

Para potencializar os exercícios, a plataforma vibra e força os músculos a se contraírem, o que potencializa os exercícios. Com a ajuda da bola, depois vem o relaxamento.

O mercado de estética descobriu recentemente que não basta melhorar a aparência externa das pessoas: é preciso também mudar a forma como elas se enxergam. A tendência hoje são os chamados neurocosméticos feitos à base de substâncias que estimulam o bem estar.

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Por El cabron

Aug 10

Você já reparou na sua postura? Se a resposta for negativa pode ser o momento de rever conceitos. O Minha Vida conversou com dois especialistas em fisioterapia e RPG, a Dra. Fernanda Elhiage da Fonte e o Dr. Pedro Rizzi de Oliveira, que explicam os milagres de uma coluna alinhada para estética do seu corpo e para sua saúde. O stress do dia-a-dia cansa e facilita o costume de andar de forma curvada, por se tratar de uma posição, a princípio, mais cômoda.

Os benefícios de uma bela postura
Enquanto uma postura inadequada causa tantos problemas para nosso corpo, o contrário pode fazer milagres. Uma boa postura traz muitos benefícios a saúde e ao bem-estar do indivíduo. Dentre os benefícios estão melhor disposição, melhor aparência, redução da sobrecarga sobre os músculos e articulações e melhora da autoconfiança afirma Pedro Rizzi.

Peito para fora, barriga para dentro
Uma pessoa com a coluna alinhada tem mais disposição. Isso porque os órgãos internos trabalham melhor já que não ficam pressionados pela acomodação inadequada das vértebras. E não é tão difícil conseguir isso. Consciência corporal e alongamento são os maiores aliados nessa conquista. A prática de diversos exercícios que exijam boa coordenação motora e controle do corpo traz resultados rapidamente , afirma Fernanda.

Habitue-se a policiar os ombros caídos, manter o abdômen sempre contraído e preste atenção ao modo como você permanece em frente ao computador ou à televisão.

RPG, uma forcinha extra
O RPG é uma técnica fisioterapêutica de correção postural, que tem como benefícios a redução da dor, a melhora da postura, o aumento da flexibilidade, melhora da consciência corporal, aumento da auto-estima, redução das tensões e melhora da respiração.

De acordo com a fisioterapeuta Fernanda Elhiage, o método trata, além das dificuldades da postura os ombros, a fraqueza ou pouco alongamento das pernas.

Abra o olho
Geralmente as pessoas só procuram um médico quando estão sentindo fortes dores na coluna. Esse não é o único indicativo de que existe algum problema. Cansaço crônico, tensão, ruídos articulares e a própria percepção de uma má postura são indicativos de algum distúrbio que demanda a atenção de um especialista.

Pontos de tensão
As dores começam na região lombar (área próxima do quadril) e seguem coluna acima, com forte tensão no pescoço (área cervical).

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Por El cabron

Aug 09

Dez perguntas, dez respostas

Por Reinaldo José Lopes, via: G1

Promessa é dívida. Conforme prometi na minha mais recente investida na terra-de-ninguém dos debates sobre evolução, criacionismo e design inteligente, a coluna desta semana é dedicada ao que poderíamos chamar de dúvidas criacionistas por excelência - as perguntas que levam muita gente a questionar a validade científica da teoria da evolução.

As dez perguntas (todas com respostas, graças a Deus) selecionadas abaixo têm em comum pontos de partida equivocados, como pretendo demonstrar e espero que vocês percebam. Em geral, ou refletem uma compreensão distorcida do que é o método científico, ou tentam impor à natureza (e, em especial à biologia) uma concepção de finalismo, de “metas a serem alcançadas”, que é completamente estranha a ela. Eis por que é urgente esclarecê-las.

1)Se o homem evoluiu do macaco, por que ainda existem macacos?
Que tal se a gente colocar a questão de um jeito um pouquinho menos voltado para o nosso próprio umbigo, um tantinho menos antropocêntrico, como gostam de dizer os filósofos? Lá vai: se os macacos sem rabo evoluíram dos macacos com rabo, por que ainda existem macacos sem rabo? Se os anfíbios evoluíram dos peixes (de um subgrupo do que conhecemos como peixes, para ser mais exato), por que ainda existem peixes?

Deu para reparar que o problema talvez só exista porque, no caso específico do homem moderno, tendemos a estranhar o fato de ainda existirem macacos simplesmente porque nos consideramos “superiores” a eles? Por outro lado, não há nada intrinsecamente “melhor” num símio sem rabo se comparado a um com rabo, e o mesmo vale para um sapo posto lado a lado de um peixe. Estamos apenas falando de adaptações diferentes para problemas diferentes.

Não se deixe enganar: é óbvio que não descendemos de nenhum primata vivo hoje (com exceção dos nossos próprios pais e avós humanos), mas nossos ancestrais remotos certamente seriam chamados de “macacos” caso pudéssemos ficar frente a frente com eles. Como qualquer outra espécie, eles começaram a trilhar um caminho evolutivo separado do seguido pelos demais primatas porque uma combinação de alterações genéticas e pressões ambientais os levaram a se diferenciar.

O importante é que essa diferenciação só se converteu em uma brutal vantagem reprodutiva sobre as demais espécies do planeta - a mesma que nos transformou em quase 7 bilhões de indivíduos hoje - há pouquíssimo tempo. Há apenas 100 mil anos, nossa população pode ter sido de poucos milhares de indivíduos, tão baixa quanto a dos orangotangos que estamos quase extinguindo. Trocando em miúdos: o incentivo evolutivo para “virar gente” nunca foi tão sedutor assim para nossos parentes. Continuava valendo a pena ser macaco, digamos assim.

Ademais, eles estavam envolvidos com outras demandas genéticas e ambientais. Cada espécie parece contar com suas próprias tendências evolutivas internas, canalizadas pela maneira como seus indivíduos se desenvolvem desde a fecundação. Uma vez que os caminhos evolutivos se bifurcam, é bobagem esperar que se sobreponham com exatidão em algum ponto do futuro. De qualquer maneira, vale o lembrete: o importante não é ser “melhor” em nenhum sentido antropocêntrico; deixar mais descendentes e se adaptar a determinado ambiente é o verdadeiro motor da evolução. Se uma espécie conseguir isso encolhendo o cérebro até ele ficar do tamanho de uma ervilha, tá valendo.

2)Por que o ser humano parou de evoluir?
E quem disse que parou? Não dá para confundir nossa incapacidade de ver o quadro geral e saber “para onde estamos indo” em termos evolutivos com a falta de qualquer transformação. A biologia de uma espécie muda essencialmente em termos moleculares: pequenas alterações em genes, ou elementos que regulam genes, vão se acumulando até transformar coisas como resistência a doenças, tolerância a certos ambientes ou alimentos e morfologia corporal (esse último caso é o que consideramos como exemplo clássico de evolução, mas mudanças “invisíveis” não são menos evolutivas).

Ora, estamos descobrindo que há sinais claros e relativamente recentes de alterações evolutivas entre seres humanos. Antes de 5.000 anos atrás, nenhum adulto do mundo era capaz de digerir leite; hoje, europeus e nativos da África Oriental conseguem fazer esse truque. Doenças como a gripe não matam mais quase ninguém no Ocidente, embora ainda sejam capazes de semear o pânico entre populações indígenas do mundo todo. Estamos falando de alterações genéticas vantajosas sendo incorporadas ao patrimônio evolutivo humano, enquanto variantes menos versáteis são eliminadas. Portanto, não estamos parados e, provavelmente, nunca estaremos.

3)Por que a evolução não torna os seres vivos imbatíveis e imortais?
Porque coisas boas custam caro, e invulnerabilidade e imortalidade são caríssimas. Todo organismo, e em especial aqueles que se reproduzem de forma sexuada, como nós, precisam fazer uma escolha entre investir em seu próprio “soma” - jeito charmoso de designar o corpo daquele organismo - e gastar recursos com sua própria reprodução.

Vamos supor que ele “decida” (inconscientemente, claro) despender enormes energias bioquimicas para se manter vivo e saudável. Adversários dele, porém, investem em imensas ninhadas de filhotes, conseguindo, dessa maneira, sugar o ambiente até a última gota, de forma que não sobra nada para o candidato a invulnerável. O resultado mais provável? Ele morre de inanição. E sem deixar descendentes. Ou seja, perdeu feio no jogo evolutivo.

É nessa corda bamba constante que todos os seres vivos existem. Enquanto ela valer, não faz sentido pensar em perfeição, mas vale muito a pena apostar em reprodução maximizada. Como as decisões são sempre tomadas no curto prazo – o espaço entre uma geração e outra –, ninguém se arrisca a ser um super-homem estéril.

4)A teoria evolutiva torna a vida sem sentido?
Eu não sei de onde as pessoas tiram essas idéias… mas OK, sejamos pacientes. De novo, vamos olhar a questão por outro ângulo. Por acaso a ordem divina “Crescei e multiplicai-vos”, no capítulo 1 do livro do Gênesis, deixa as pessoas com a mesma sensação de desespero existencial? Em essência, esse mandamento diz alguma coisa diferente de “Maximizai vossas oportunidades reprodutivas e espalhai vossos genes”, que é basicamente o imperativo da seleção natural? Eu acho que não.

Tanto a versão antiga quanto a versão nova da frase afirmam a mesma obviedade: o traço fundamental da vida é produzir mais vida. Mas nenhuma delas vem acompanhada do adendo “e é só isso, viu. Teve filho, já pode cortar os pulsos”. Melhor ainda, a seleção natural produziu criaturas com sistema nervoso complexo o suficiente para se rebelar contra ela. Não caiamos na falácia naturalista: o que é natural não é necessariamente o certo. E mais: a seleção natural pode muito bem ter forjado nossos instintos para amar nossos amigos, cuidar dos doentes e aflitos, combater injustiças. Ser gentil pode ser uma estratégia evolutiva tão boa quando ser um troglodita. E, mesmo que não seja, ainda somos capazes de identificar o que é certo e fazê-lo, em detrimento de nós mesmos, muitas vezes. Se os nossos genes não gostam, é só mandar eles irem encher o saco da nonna.

5)Por que novas espécies não foram criadas em laboratório?
Peço licença para discordar: novas espécies foram, sim, criadas, e nem precisamos de laboratório. Fizemos isso com tecnologia da Idade da Pedra. Estou falando dos animais e plantas domésticos.

Se você duvida, compare o milho verde que você adora comer com manteiga (você, bem-entendido; tenho um nojo danado de derivados dessa planta dos infernos, sou completamente milhófobo) com o teosinto, a planta mexicana que deu origem a ele. As diferenças biológicas são gritantes. Compare também um poodle ou um siamês com suas contrapartes não-domesticadas, os lobos e os gatos-selvagens. Se um biólogo de Marte tivesse de classificar esses pares, eles indubitavelmente seriam vistos como espécies diferentes - as distinções morfológicas e comportamentais são tão grandes quanto as que existem entre um lobo e uma raposa, que todos consideramos como membros de espécies diferentes.

“Espere aí”, dirá você. “Dá pra cruzar lobos e cães, e eles têm descendentes. Isso quer dizer que são da mesma espécie.” Atualize-se, nobre leitor: sabemos hoje que as barreiras entre espécies não são os muros absolutos postulados antigamente. É preciso o acúmulo gradual e lento de diferenças genéticas para que o intercruzamento se torne totalmente inviável. Mas nem por isso as espécies capazes de produzir híbridos deixam de ser espécies distintas. Leões e tigres podem ter filhotes se cruzados, mas as diferenças comportamentais, físicas e ecológicas são tão grandes que, na natureza, a hibridização sempre será um evento raro, por puro isolamento físico. As espécies domesticadas que forjamos são, para todos os efeitos e propósitos, espécies criadas artificialmente.

6)Se os cientistas discordam sobre a evolução, por que eu devo confiar na idéia?
Os cientistas discordam sobre as origens cosmológicas da gravidade, e nem por isso as maçãs deixaram de cair na cabeça das pessoas Reino Unido afora. É preciso discernimento para entender o que as controvérsias científicas realmente querem dizer.

Isso pode ser um choque para quem tem uma visão meio idealizada da ciência, mas debates sobre uma determinada teoria são indícios da vitalidade do meio científico, e não de sua suposta esclerose. Por definição, toda idéia em ciência está sujeita a múltiplos testes, confirmações e, se for necessário, refutações. Não existe – ou pelo menos não deve existir – argumento de autoridade. Melhor ainda: mesmo que idéias mais antigas sejam modificadas, seus insights, se tiverem sido obtidos de maneira sólida, são incorporados na nova encarnação da área. Ainda falando de gravidade, hoje sabemos que a relatividade geral de Einstein descreve melhor essa força do que a mecânica de Newton, mas isso não invalida o fato de que, em escalas do dia-a-dia, a descrição newtoniana ainda é essencialmente válida.

Voltando à evolução: os biólogos podem discordar quanto ao peso da seleção natural como força evolutiva, colocando mais ou menos peso em fatores como tendências embriológicas, influências moleculares “lamarckistas”, fatores estocásticos (aleatórios) etc.; podem não ter certeza sobre a origem de certos grupos animais ou vegetais. Mas o fato de que a evolução ocorreu, ainda ocorre e foi o mecanismo responsável por originar a diversidade da vida ao nosso redor é incontestável.

Há pontos em que a teoria evolutiva ainda não produziu um modelo confiável, como a origem das primeiras células vivas a partir de moléculas orgânicas simples. Mas é complicado argumentar por ignorância. Nada impede que bons modelos surjam no futuro; por isso, é prematuro dizer que a biologia evolutiva falhou nesse caso quando vemos que ela triunfou em tantos outros problemas espinhosos. Deixa o homem trabalhar, como dizem por aí.

7)Como explicar a falta de “elos perdidos” ligando as formas de vida?
Será que não há “elos perdidos” mesmo? De novo, depende de como você coloca a questão. Tomando como exemplo a nossa própria linhagem, a dos hominídeos, a impressão que eu tenho é que o problema não é a falta de elos, é o excesso deles. Temos uma seqüência contínuas de formas que são apenas um pouco diferente de nós e parecem se tornar cada vez mais simiescas conforme avançamos no tempo evolutivo, rumo à provável data de separação entre a nossa linhagem e a dos chimpanzés e bonobos, há uns 6 milhões de anos.

Ainda temos problemas para ordenar todos esses bichos, em parte porque alguns fósseis são meros cacos. Nem todas as espécies se preservam no tempo geológico, o que atrapalha um pouco. Mas a gradualidade de diferenças, o aspecto “passo-a-passo” das mudanças, é indiscutível. O mesmo vale para inúmeros outros grupos, como as aves e as baleias, e até para características complexas compartilhadas por inúmeras espécies, caso do nosso ouvido médio.

Isso quer dizer que temos “elos perdidos” para todos os grupos de seres vivos? É claro que ainda não. Mas a existência de exemplos claros e bem elucidados indica que alguma forma de gradualismo evolutivo é uma realidade da vida na Terra.

8)Como mutações aleatórias podem dar origem a características complexas?
Os cientistas estão apenas começando a elucidar isso, mas já possuem algumas respostas interessantíssimas. O caso é que dificilmente um organismo “desenvolve” um gene exclusivamente para uma função. Aliás, é comum que nem mesmo novos genes sejam necessários: bastam alterações em elementos reguladores, que controlam a freqüência ou a intensidade da ativação de um gene, para que haja mudanças significativas na biologia de um organismo. Esse, aliás, parece ser o caso da diferença entre os genes ativos no cérebro humano e os genes ativos no cérebro dos chimpanzés.

Além disso, é comum que alterações evolutivas no DNA sigam o lema de Lavoisier: nada se cria, tudo se transforma. Os genes que carregamos formam “famílias” – o que significa que, tal como as espécies vivas, eles também podem ser classificados por redes de parentesco. Originalmente, um único gene passou por uma duplicação, dando origem a dois ou mais genes “filhos”, muito parecidos. Se um deles mantinha a função original, o outro ficava temporariamente livre do cabresto da seleção natural – afinal, era redundante mesmo – e podia, com o tempo, assumir funções novas. Em alguns casos, genomas inteiros se duplicavam – é o que parece ter ocorrido na origem dos vertebrados.

9) A vida na Terra não pode ter sido “semeada” por seres do espaço?
Essa é curta, mas apenas porque se trata de uma questão de lógica básica. Vamos supor que sim. Somos todos experimentos de biologia alienígena, colocados aqui por seres cabeçudos de Andrômeda. OK. Agora me conta como eles surgiram, pra começar.

Percebeu a falácia inerente ao argumento? A não ser que a gente queira postular uma série infinita de aliens experimentadores, isso tem de parar em algum lugar. Se processos naturais deram origem à biodiversidade terrestre, processos naturais muito provavelmente estão por trás da biodiversidade alien. Recuar o problema não equivale a resolvê-lo.

10) Acreditar na evolução não equivale a renegar Deus?
Não se deixe enganar pelo palavrório fundamentalista dos dois lados (deitado à farta por religiosos conservadores e por sujeitos como Richard Dawkins): a teoria da evolução não “matou” Deus. Deixa eu repetir: a teoria da evolução NÃO MATOU DEUS.

A única coisa que a biologia evolutiva “matou” foi a idéia de que as espécies vivas surgiram no planeta exatamente como diz o livro do Gênesis, por um ato direto de intervenção divina e exatamente na forma que elas têm hoje. Isso é ponto pacífico: não dá para dizer que não temos ancestrais mais primitivos nem que fomos diretamente formados pela mão do Criador da maneira que somos hoje.

Agora, só os desonestos e/ou intolerantes são capazes de sustentar que isso invalida a idéia de um Criador que impôs leis que regem o Universo e que, no fim das contas, dariam origem à vida por meio da evolução. Trata-se de uma questão de fé – e, como tal, não é possível prová-la ou desprová-la por meio do método científico. O que, do ponto de vista religioso, parece um bocado bom: se Deus impusesse sua presença no Universo de forma a ser impossível duvidar de sua existência, que lugar haveria para a fé?

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Por El cabron

Aug 09

O banheiro encerra uma insolúvel contradição: apesar de ser o lugar que você procura para realizar hábitos de higiene, sem dúvida ele reúne as condições mais propícias à contaminação. Por um lado, isso se deve às próprias características do ambiente. Mas a falta de atenção com a limpeza e com a manutenção, além de hábitos pouco cuidadosos, também contribuem para que os microorganismos façam a festa , afirma o biomédico Roberto Figueiredo, bastante conhecido como o Dr. Bactéria.

baixo, ele identifica os maiores perigos escondidos nesta parte da casa e dá conselhos, certeiros e baratos, para que você deixe o banheiro de casa um pouco menos hospitaleiro para fungos, bactérias e outros agentes causadores de doenças.

1. Usar toalha de tecido no lavabo
Sem dúvida, quando falamos de higiene, uma toalha de papel, virgem (não reciclado), representa o melhor. No entanto, fica difícil colocar em um banheiro de uma casa um toalheiro de papel sem dar cara de shopping ou indústria. Por isso, não da para se livrar de uma toalha de tecido. Troque diariamente ou sempre que estiver muito molhada. Eduque as pessoas para não enxugar o rosto nestas toalhas, lugar de lavar o rosto é no banheiro e usando a toalha de banho

2. Partilhar um sabonete em barra
Geralmente, os sabonetes não apresentam ação desinfetante, bactericida (a não ser os produzidos com esta finalidade). Eles servem para limpar, e não para matar germes. Tenha higiene: percebendo que há algum resíduo preso ao sabonete, lave-o.

3. Abrir a porta e dar descarga depois de lavar as mãos
É claro que a maçaneta da porta, sendo tocada por uma mão contaminada, vai carregar as bactérias. No entanto, mantendo a maçaneta sempre limpa, sem gordura ou outra impureza, os microorganismos tendem a morrer, pois não resistem à falta de água. Mesmo assim, procure lavar as mãos após apertar a descarga ou tocar em outros objetos do banheiro.

4. Deixar cesto de roupas sujas no banheiro
Estando bem fechado, não representa tanto problema assim. Mas, no caso das roupas íntimas, sempre é bom adicionar na água de lavagem uma colher de desinfetante à base de quaternário de amônio, facilmente comprado em supermercados. Isso diminui os riscos contaminação.

5. Manter a escova de dente na pia
Pode ser mantida, desde que você nunca dê a descarga com a tampa aberta e sempre pulverize a escova com uma solução de gluconato de clorexidina a 0,12%, encontrada facilmente nas farmácias e drogarias. Enxágüe antes de usar.

6. Deixar lodo acumulado no boxe e nos armários
Aquele lodo é constituído por microorganismos que, na maior parte das vezes, não causam doenças. No entanto, podem levar a uma alteração da flora normal da boca quando em contato com escovas de dente, levando a processos de gengivite e cárie, por exemplo.

7. Dar descarga com a tampa levantada
Dando a descarga com a tampa levantada, você catapulta os germes para o ar. Eles chegam a atingir até 6 metros de altura e, como o pé direito de seu banheiro não tem tudo isso, os microorganismo ficam rodando pelo ar por até 2 horas, contaminando escovas de dentes e outros materiais colocados sobre as bancadas e pias.

8. Tomar banho com os pés descalços
No banheiro de sua casa, não tem tanto problema, afinal e você quem controla a limpeza e higienização com água sanitária. No entanto, em clubes e noutros locais, sempre é bom usar um chinelo de dedo, principalmente sobre estrados de plástico (altamente contaminados).

9. Manter um tapete de borracha de uso comum no banheiro
Tudo que você colocar irá servir de mais uma base para o crescimento de microorganismos. Sendo possível, elimine. Mas existem locais em que o piso muito liso pode levar a acidentes, principalmente de pessoas mais idosas. Nesses casos, não é possível eliminar, então lembre-se de desinfetar com água sanitária.

10. Deixar as janelas do banheiro sempre fechadas
O vapor retido dos chuveiros eleva a umidade das paredes, favorecendo o bolor. A aplicação, a cada 15 dias, de uma solução de 50% de água sanitária em água eliminará a presença destes bolores desagradáveis. Mas sempre é bom ventilar.

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Por El cabron

Aug 08

Quem tem, morre de vergonha. E quem é obrigado a senti-lo, chega a passar mal com o cheiro ruim . O nome do problema é até engraçado, mas conviver com ele não tem nada de divertido: o chulé tira o ânimo e abala a auto-estima de qualquer pessoa. Viajar e dividir o quarto com os amigos é complicado, usar o vestiário da academia causa vexame e mesmo experimentar um calçado novo antes de comprar é desagradável. Mas não é só suor excessivo que causa o mau cheiro nos pés, veredicto é consenso entre os dermatologistas. Conversamos com dois deles: Carla Albuquerque, da Sociedade Brasileira de Dermatologia, e Celso Garrete, da Clínica New Man. E ambos destacam que o material e a conservação dos calçados também influencia o aparecimento do odor ruim, assim como o tipo de meia que você usa .

Para saber como conter a catinga e nunca mais corar nas situações em que houver necessidade de ficar com os pés descalços, acompanhe abaixo a entrevista com os especialistas. Eles explicam por que os talcos próprios para os pés são melhores do que os tradicionais, desvendam por que os homens são as maiores vítimas do problema e, em sete passos, ensinam como deixar seus dedos respirarem sem que ninguém ao seu lado precise tapar o nariz.

1. Por que ele é causado?
O chulé, que cientificamente é chamado de bromidose plantar, é causado pelo suor excessivo na planta dos pés. O problema é agravado pela falta de higiene, que leva à proliferação de bactérias e fungos. O suor excessivo também pode estar relacionado a doenças como hipertireoidismo, diabetes e obesidade.

2. Existe algum tipo de suor que é mais propício ao problema?
Não exatamente. Na realidade, o odor resulta da ação de bactérias e fungos na queratina macerada pelo suor. Homens jovens e de meia-idade são mais freqüentemente acometidos, mas pode ocorrer também em crianças.

3. Usar a mesma meia mais de uma vez é prejudicial? Por quê?
As meias devem ser trocadas diariamente e ser, de preferência, de algodão. As meias feitas com material sintético, como poliéster e náilon, fazem o pé transpirar mais.

4. O calçado pode ser usado novamente sem lavar?
O ideal é que as pessoas, no mínimo, exponham os sapatos ao sol depois de usar. O calor seca o suor, diminuindo as bactérias e os fungos. E tente não repetir o mesmo calçado em dias seguidos.

5. Os talcos realmente previnem o problema?
Existem alguns sprays e talcos antiperspirantes ou antibacterianos, para serem usados nos pés após o banho, que podem auxiliar na profilaxia. Eles agem diminuindo o suor e eliminando as bactérias que trazem o mau cheiro nos pés.

6. Qual a diferença ente um talco comum e os próprios para os pés?
Os talcos próprios para os pés podem ser grandes aliados no tratamento contra o chulé, porque absorvem a umidade e podem conter substâncias anti-sépticas.
7. Algum material usado nos calçados é mais propício a dar mau cheiro?
O uso contínuo de sapatos fechados de borracha ou de plástico, além de meias sintéticas, facilitam a produção de suore impedem a ventilação dos pés. Por isso, é melhor evitá-los se você tem tendência a ter chulé.
8. Por que, em geral, os homens sofrem mais com o problema?
Na verdade, qualquer pessoa, independente da idade ou do sexo, pode ter esse mau odor nos pés. No entanto, os homens jovens e de meia-idade são mais freqüentemente acometidos, porque o hormônio testosterona pode determinar uma maior transpiração nos pés. Além disso, os homens usam mais sapatos fechados, o que aumenta as chances das bactérias e fungos se proliferarem. As mulheres também podem ser atingidas pelo chulé, no entanto em menor número porque elas costumam utilizar sandálias abertas e trocam os sapatos com maior freqüência do que os homens.
9. E existe uma maneira de acabar de uma vez por todas com o chulé?
Para ficar livre do chulé, é preciso redobrar os cuidados com a higiene. Assim, a umidade dos pés é eliminada, dificultando a ação dos fungos e das bactérias. Para evitar o problema, são recomendadas as seguintes orientações:
- Após o banho, secar bem os pés e entre os dedos (o que evitará também as frieiras)
- Evitar calçados fechados no verão porque eles aumentam a temperatura e a transpiração.
- Usar sapato com meias limpas e, de preferência, as de algodão que absorvem melhor o suor.
- Não ande descalço em pisos úmidos (banheiro coletivo, sauna e lava-pés).
- Use seu próprio material para cortar as unhas.
- Não use os mesmos sapatos todos os dias.
- Exponha os calçados ao sol
10. Por que alguns chinelos dão chulé, apesar de o pé permanecer descoberto?
Porque os calçados produzidos com materiais sintéticos, como borracha e plástico, tendem a concentrar mais o calor e a umidade e, conseqüentemente, aumentar o mau cheiro.

Por El cabron

Aug 07

Foto: Reprodução

A luta aparentemente interminável para impedir que o HIV invada as células humanas ganhou um aliado de peso: moléculas específicas de RNA (composto “primo” do DNA), que bloquearam com sucesso a entrada do vírus da Aids no organismo de camundongos. O teste, relatado por uma equipe internacional de pesquisadores, torna mais próxima a esperança de uma estratégia inovadora contra o parasita.

O trabalho está na mais recente edição da “Cell”, uma das principais revistas científicas do mundo. A equipe capitaneada por Premlata Shankar, do Centro de Ciências da Saúde da Universidade Texas Tech (EUA), desenvolveu uma forma inovadora de testar a abordagem de forma realista sem precisar recorrer a pacientes humanos. Os cientistas recorreram a camundongos “humanizados”.

Não, não se trata de algum horror mutante, mas apenas de roedores com uma mutação especial que lhes permite abrigar populações transplantadas de células humanas do sangue. Com isso, os bichos se tornam um modelo ideal para estudar a infecção por HIV, já que seu organismo passa a abrigar as cruciais células T humanas. São essas células do nosso sistema de defesa que mais sofrem com o HIV, sendo invadidas pelo vírus da Aids.

Cola de anticorpos

Os camundongos imunizados receberam doses especialmente preparadas de siRNAs (”pequenos RNAs de interferência”, na sigla inglesa). Parece complicado, mas o que essas pequenas moléculas aparentadas ao DNA fazem é, em essência, “desligar” genes sem interferir diretamente neles.

Nesse ponto, os pesquisadores precisaram resolver outro problema técnico: como “entregar” os siRNAs às células que poderiam ser infectadas pelo HIV. A solução envolveu grudar nas moléculas um anticorpo específico das células T, de forma que a mistura toda se grudaria ao alvo. Os siRNAs carregavam uma mistura de dois elementos: um trecho que desligaria um dos principais receptores do vírus nas células T e outro que inutilizaria genes essenciais para o funcionamento do HIV. Se o vírus da Aids fosse um carro, a primeira medida equivaleria a fechar a porta da garagem na frente dele; já a segunda seria parecida com arrancar o motor do carro, caso ele conseguisse entrar.

Para todos os efeitos, a coisa funcionou: o HIV foi impedido de se multiplicar pela medida. Agora, os pesquisadores precisarão de mais testes para refinar a fórmula e poder testá-la em seres humanos.

Fonte

Por El cabron