1º Tyson Gay
(Estados Unidos, atletismo)
Credenciais: é o campeão mundial dos 100m e tem a melhor marca dos Estados Unidos: 9s77, 5 centésimos a mais que o recorde de Bolt antes de Pequim.
Resultado: não conseguiu sequer se classificar para a final. Ficou em quinto lugar na sua semifinal e na nona colocação geral da fase eliminatória. E viu o jamaicano Usain Bolt dar show e levar o ouro.
2º Naide Gomes(Portugal, salto em distância)
Credenciais: chegou aos Jogos com a melhor marca do ano (7,12m). Era considerada por Maurren Maggi como a sua principal concorrente.
Resultado: a portuguesa queimou duas tentativas e fez 6,29m na terceira, após errar a passada. A marca foi apenas a 32ª entre as 39 concorrentes. Ficou fora da final e deixou o caminho livre para Maurren ganhar o ouro (com 7,04m).
3º Roger Federer
(Suíça, tênis)
Credenciais: era então o número 1 do mundo por 237 semanas consecutivas, um recorde na ATP.
Resultado: foi derrotado por James Blake, número 7 do mundo, pelas quartas-de-final. Foi a primeira vitória do americano sobre o suíço em nove partidas. Nas oito anteriores, só havia ganho um set. O ouro acabou indo para o espanhol Rafael Nadal. Federer, como consolo, ganhou nas duplas.
4º Seleção brasileira
Credenciais: o time não se preparou adequadamente, mas tinha um ataque aparentemente poderoso, com Ronaldinho Gaúcho e Alexandre Pato. E a primeira fase parecia fácil e poderia embalar a equipe. Resultado: com Pato barrado após más atuações, sucumbiu diante da Argentina, com uma derrota por 3 a 0. A atuação foi criticada até por argentinos, que viram um Brasil diminuído em campo.
5º Boxe cubano
Credenciais: tradição de sobra na modalidade. Em Atenas-2004, por exemplo, cinco dos nove ouros do país vieram do boxe. Foram ainda duas pratas e um bronze.
Resultado: o país não foi ao último Mundial, nos EUA, o que tornou a sua participação olímpica uma incógnita. E ela foi desapontadora: os cubanos chegaram a quatro finais e perderam todas. Ganhou outros quatro bronzes.
6º Diego Hypolito
(Brasil, ginástica)
Credenciais: chegou a Pequim como bicampeão mundial no solo. Para aumentar o favoritismo, ainda ficou na primeira colocação na fase classificatória.
Resultado: ficou na sexta colocação na final, após uma queda no fim da sua apresentação, ao tentar um duplo twist grupado. Deixou o tablado chorando e repetindo “não acredito”. O ouro foi para o chinês Zou Kai.

7º Tom Slingsby
(Austrália, vela)
Credenciais: entrou na disputa como bicampeão mundial e líder do ranking na Laser. Sem Robert Scheidt na briga, ele era o favorito.
Resultado: não conseguiu superar o problema dos ventos fracos e ficou numa inacreditável 40ª colocação, uma atrás do brasileiro Bruno Fontes. O título foi para o britânico Paul Goodison.
8º Ricardo/Emanuel
(Brasil, vôlei de praia)
Credenciais: a dupla foi campeã olímpica em Atenas e acumula cinco títulos mundiais, um ouro no Pan-2007 e a liderança do ranking mundial.
Resultado: levou a pior no confronto nacional na semifinal com Márcio/Fábio Luiz, que havia se classificado para Pequim de forma sofrida. Terminou com o bronze. O ouro foi para os americanos Rogers e Dalhausser, que ganharam fácil de Márcio e Fábio Luiz.
9º João Derly
(Brasil, judô)
Credenciais: é o atual bicampeão mundial (Egito-2005 e Rio-2007), além de ter sido medalha de ouro no Pan.
Resultado: perdeu logo em sua segunda luta, para o português Pedro Dias, 13º lugar no Mundial no Rio. Como o adversário também não foi longe, o brasileiro ficou fora da disputa por medalha. O ouro ficou com o japonês Masato Uchishiba.
10º Katie Hoff
(Estados Unidos, natação)
Credenciais: a jovem de 19 anos chegou a Pequim tratada como fenômeno e aposta de muitos ouros. Disputava seis e era favorita em três: 200m e 400m medley e 4×200m livre.
Resultado: até ganhou três medalhas, mas nenhuma de ouro. Foi bronze no revezamento 4×200m livre e nos 400m medley e prata nos 400m livre.





























