Mar 02

O despertador toca e o barulho estridente atravessa o cérebro, tirando você do descanso profundo. Muitas vezes, a rotina atrapalhada faz com que saltemos da cama num pique só, deixando passar batido um pequeno prazer: espreguiçar-se. Só que uma boa esticada é, além de deliciosa, uma grande amiga da saúde. Conheça sete motivos para você tornar o movimento um hábito indispensável no seu dia a dia.

1. Acorda o cérebro: “ao dar aquela espreguiçada, os músculos se esticam e sua circulação sanguínea é ativada, mandando uma mensagem de alerta para cérebro”, explica o ortopedista Fabio Ravaglia. Isso que ajuda a dar “aquele gás” na disposição, mesmo que seja uma segunda-feira cinzenta e cheia de trabalho pela frente.

2.
Dá mais prazer: Fabio explica que o ato de se espreguiçar libera endorfinas através dos músculos, hormônios neurotransmissores que são responsáveis pela sensação de bem-estar. Outro hormônio, a serotonina, também é liberada nesse processo, o que ajuda também a ativar a memória e a dar mais disposição ao corpo.

3. Afasta dores de cabeça: o tipo mais comum de dor de cabeça é a cefaleia tensional que, entre outras coisas, pode ser causada pela tensão muscular, afirma o especialista. Sendo assim, espreguiçar ajuda a mandar a dor embora, pois os músculos distensionados enviam informações de que o cérebro também pode relaxar.

4. Lubrifica as articulações: nossas articulações possuem o chamado líquido sinovial, cuja função é auxiliar na lubrificação das articulações, ou seja, auxiliar o bom funcionamento delas. Para mantê-lo em bons níveis, o alongamento dos músculos é fundamental, por isso, espreguiçar é uma maneira boa de deixar as articulações em ordem.

5. Deixa o corpo de jovem: a partir da adolescência, começamos a perder a flexibilidade. Por falta de alongamento, problemas de coluna e joelhos começam, cada vez mais, a aparecer nos jovens. Espreguiçar-se é uma forma de alongar e preservar a flexibilidade.

6. Reduz riscos de lesões: se você é o famoso “esportista de final de semana”, com certeza, sabe que antes daquela partida de futebol ou de umas braçadas na piscina é preciso fazer um bom alongamento. Entretanto, é importante que você estenda essa prática ao dia a dia, para evitar os problemas típicos desse hábito. “Espreguiçar deve ser um hábito diário, realizado pela manhã e à noite”, diz o ortopedista.

7. Alivia a fibromialgia: Fabio explica que é cientificamente comprovado que para os portadores da fibromialgia (a doença em que o paciente apresente uma condição de dor generalizada e crônica). Espreguiçar-se pode trazer um bom alívio às dores, pois o alongamento da musculatura de todo o corpo ajuda a minimizar a tensão acumulada nas articulações.

Fonte

Mar 02

Um estudo publicado nesta semana verificou que a exposição a um pesticida comum pode levar rãs do sexo masculino a mudarem de sexo, tornando-as capaz de se relacionar com outros machos e a botar ovos viáveis.

O estudo, publicado pela revista científica “Proceedings of the National Academy of Sciences”, se concentrou sobre o herbicida atrazina, amplamente usado em plantações de milho e cana-de-açúcar há várias décadas.

Segundo os pesquisadores, da Universidade da Califórnia, as rãs macho expostas ao pesticida sofreram com redução de testosterona, diminuição do tamanho das glândulas reprodutoras, desenvolvimento feminizado da laringe, supressão do comportamento de reprodução, redução da produção de espermatozoides e queda na fertilidade.

Em 10% das rãs estudadas, houve uma mudança completa de sexo após a exposição ao químico. Estudos anteriores com pássaros, peixes, camundongos e mesmo rãs já haviam identificado o desenvolvimento de indivíduos hermafroditas (características de ambos os sexos) após a exposição a pesticidas, mas esta é a primeira vez que um estudo verifica uma mudança de sexo total.

Segundo o pesquisador Tyrone Hayes, coordenador do estudo, os resultados podem ajudar a explicar o declínio da população de rãs em todo o mundo.

Críticas

O estudo foi questionado pela indústria química suíça Syngenta, uma das principais fabricantes do pesticida. Segundo a companhia, outras pesquisas teriam comprovado que o uso da atrazina não traz efeitos danosos para animais ou para pessoas.

A União Europeia proibiu a atrazina em 2004, mas o químico ainda é usado em países como o Brasil e os Estados Unidos.

Segundo os pesquisadores, o pesticida é o contaminante mais comumente encontrado no solo e na água nos Estados Unidos.

A agência americana de proteção ambiental (EPA, na sigla em inglês) anunciou em outubro uma revisão dos impactos do uso da atrazina sobre o ambiente.

Desenvolvimento

A pesquisa da Universidade da Califórnia analisou o desenvolvimento de 40 rãs africanas com cromossomos masculinos, desde a fase em que eram girinos, expostas a água com uma concentração de atrazina ainda dentro do limite considerado seguro pela EPA.

Esse grupo de rãs foi comparado com outro grupo de controle, também com 40 rãs do sexo masculino, desenvolvidas em água sem nenhum traço de atrazina.

Entre as rãs desenvolvidas na água com o pesticida, 10% se tornaram “fêmeas funcionais”, capazes de copular com machos e botar ovos viáveis.

Os outros 90%, apesar de terem mantido características básicas do sexo masculino, apresentaram baixos níveis de testosterona e fertilidade.

Segundo os pesquisadores, esses machos tiveram um menor índice de sucesso na competição com outros machos não expostos à atrazina na competição pela atração de fêmeas.

Uma possível explicação para o fenômeno, segundo Hayes, é que a atrazina absorvida pelas rãs seria capaz de ativar um gene normalmente inativo em rãs do sexo masculino.

Isso produziria uma enzima com a capacidade de converter o hormônio masculino testosterona no hormônio feminino estrogêneo.

Via:G1

Jan 26

Pesquisadores da Universidade de São Paulo desenvolveram um equipamento de tratamento e de diagnóstico do câncer de pele – que é o mais freqüente, no Brasil – e corresponde a 25% dos tumores malignos registrados.

Mais de 2,5 mil lesões já foram tratadas com o modelo desenvolvido pela USP de São Carlos, que ajuda a tratar lesões causadas pelo câncer de pele, além de diagnosticá-las rapidamente, por um preço mais em conta.

O equipamento desenvolvido pela USP pode ser fabricado por menos de R$ 7 mil, é leve, fácil de transportar – e o melhor – indica na hora se o paciente tem câncer ou não.

Outras opções usadas nesse tipo de tratamento já existem aqui e em outros países. Mas o aparelho é caro, quase R$ 200 mil, e não tem as vantagens do modelo brasileiro.

Os pesquisadores já têm um financiamento de R$ 4 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para fabricar o novo modelo. A previsão é de que até o fim do ano, pacientes de cem cidades tenham acesso, de graça, a essa tecnologia.

“Permite a resolução de casos numa faixa bastante grande, 70, 80% dos casos tratados”, diz o pesquisador da USP São Carlos, Vanderlei Salvador Bagnato.

“Tem um excelente resultado cosmético, dando menos irritação, menos cicatrizes residuais da lesão tratada e sendo com pouca dor e bem tolerada pelo paciente”, afirma a dermatologista Ana Gabriela Sálvio.

Antes de passar pelo tratamento, o que a professora aposentada Flora Bernardes ouviu de um médico foi assustador. “Ele disse que eu tinha que tirar metade do nariz fora. E o resultado é esse que você está vendo no meu rosto. Eu posso enfrentar qualquer um sem constrangimento”, diz Flora.

Via:G1

Nov 10

Passou a noite virando de um lado para o outro e sem conseguir pregar o olho? Se o corpo sofre com a sonolência e lentidão durante o resto do dia, pior fica a mente, que está sempre cansada e cheia de horas de sono atrasada.

Ocasionada por diversos fatores, a insônia afeta crianças e adultos e pode ser controlada com soluções simples, porém, se o caso for crônico, caracterizando um distúrbio mais grave, apenas um tratamento com especialistas em distúrbios do sono poderá resolver.

“Se ela é mais simples, ou seja, dura menos de 20 dias, pode ser tratada com pequenas mudanças de hábitos. Caso seja crônica, com mais de 20 dias de duração, é melhor procurar tratamento médico adequado”, explica o neurologista Shigueo Yonekura, do Instituto de Medicina e Sono.

A insônia não se caracteriza pela quantidade de horas dormidas, mas sim pela qualidade das hora de sono.

Shigueo explica que não há um padrão rígido para determinar a quantidade de horas de sono necessárias para uma vida saudável, porém, adotou-se usar como parâmetro algo entre 6 a 8 horas por noite para adultos, 9 a 10 horas para crianças e 6 horas para pessoas acima de 60 anos.

“Tem gente que dorme 6 horas por noite e se sente bem, outras precisam de 10 horas. Depende de uma série de fatores. O importante é se sentir bem disposto ao longo do dia”, explica o neurologista. A seguir, o especialista dá dicas de hábitos que ajudam a driblar a insônia.

1. Livro chato
Boa para o corpo e para a mente, a leitura ajuda a melhorar a insônia, porém, devem-se tomar alguns cuidados na hora de escolher o livro de cabeceira: “Na maioria dos casos, a leitura ajuda a pegar no sono, mas recomendamos livros menos complexos e interessantes. Prefira ler coisas que não chamem sua atenção ao ponto de despertar sua curiosidade, senão, o efeito será contrário”, explica o neurologista.


2. Trilha sonora

Escutar uma música antes de dormir pode ajudar a embalar o seu no sono, porém, músicas muito agitadas podem causar o efeito contrário e fazer com que você perca o sono e sinta vontade de sair dançando. “É melhor ouvir algo mais calmo, que te faça relaxar. Um ritmo mais acelerado vai te deixar agitado”, diz Shigueo.

“Outro ponto que atrapalha é interromper o sono para trocar o CD ou mudar de estação, isso faz com que você prejudique seu sono e poderá se sentir cansado depois”, continua o neurologista.

3. Chá tem que ser morninho
Os chás, que não são à base de cafeína, em geral, ajudam a relaxar e por isso são bons indutores do sono, mas o alerta fica para a temperatura da bebida: “Um chá de camomila ou erva-doce, por exemplo, faz bem porque relaxa, só que as altas temperaturas elevam a temperatura corporal e isso também pode causar insônia.Por isso, prefira chás gelados ou em temperatura ambiente e evite bebidas muito quentes antes de dormir”, diz o neurologista.

4. Massagem
“A massagem ajuda a dormir porque relaxa os músculos e a mente. Uma das maiores causas da insônia, hoje em dia, é o estresse e as tensões acumuladas. A massagem é benéfica porque alivia estes sintomas”, explica Shigueo.

5. Hora do leitinho
Shigueo Yonekura explica que o leite é rico em triptofano, um aminoácido que essencial para a síntese de serotonina, o hormônio do bem-estar. Por isso, consumir o alimento relaxa e garante uma noite tranquila.

6. Hora da malhação
Praticar exercícios físicos sem dúvida ajuda a amenizar a insônia, porém, Shigueo explica que existem restrições ao estilo e ao horário do treino: “É muito saudável e eficaz praticar exercícios físicos, só que os treinos devem ocorrer pelo menos duas horas antes do horário de ir dormir e não podem ser competitivos, senão, despertaram seu corpo e sua mente”, explica o neurologista. “O ideal é praticar esportes mais leves, caso seja difícil praticá-los duas horas antes de dormir”,continua.

7. Meditação
“Assim como a massagem, a meditação também acalma a mente e traz uma ótima sensação de bem-estar, por isso, a noite de sono fica ainda mais tranqüila”, diz Shigueo.

A meditação permite equilibrar seus estados físicos, mental e emocional. Com ela, é possível livrar a mente das preocupações que invadem o pensamento durante à noite e roubam o sono.

Consequências da insônia para o organismo

- Obesidade: “durante a noite produzimos a leptina, um inibidor natural de apetite. Quando não dormimos, cai a produção deste hormônio e a pessoa fica mais propensa a ganhar peso”, explica o neurologista.

-Envelhecimento precoce e dificuldade de crescimento: Shigueo explica que é também durante o sono que produzimos o GH, hormônio do crescimento, responsável pelo crescimento do nosso corpo e pela elasticidade da nossa pele.

-Baixa de testosterona: outra consequência da insônia, para os homens, é a baixa da produção de testosterona, diminuindo a libido. “É durante o sono que repomos muitos de nossos hormônios, se dormimos mal, deixamos de produzi-los de maneira natural”, diz Shigueo.

- Memória e concentração: além do cansaço e da irritabilidade, a pessoa que sofre de insônia também apresenta dificuldades de concentração e memorização de fatos recentes. Para Shigueo Yonekura, isso acontece porque interrompemos um processo natural de memorização e aprendizado. “É durante o sono que gravamos o que aprendemos ao longo do dia. Se o sono falha, a memória e a concentração ficam prejudicadas”, finaliza.

Via:MinhaVida

Nov 10

A Ejaculação Precoce ou Prematura (EP) é um dos problemas sexuais mais freqüentes nos homens e na relação conjugal de casais, sendo responsável por 40% das queixas encontradas em consultório de terapeutas sexuais.

Estima-se que um em cada quatro brasileiros sofram do problema, que se caracteriza quando o homem não consegue controlar a ejaculação. “Às vezes, o pênis nem chega a enrijecer, somente o movimento de aproximação e o toque do lençol já são suficientes para que termine o que deveria ser muito bom e prazeroso. Por vezes, o homem mantém a ereção por alguns minutos, começa a penetrar, mas logo ejacula, ficando insatisfeito e deixando a parceira na mesma situação, explica Archimedes Nardozza , presidente da Sociedade Brasileira de Urologia e médico do Hospital São Luis”.

Comum na juventude, em encontros com parceiros novos ou após algum tempo de abstinência, ela se torna doença quando se estende pela maturidade comprometendo a vida sexual do homem na maioria, senão em todas relações sexuais que pratica. Com mais de 80% dos casos com origem emocional, o transtorno sexual tem cura e requer atenção redobrada já que pode desencadear males como a disfunção erétil e a depressão, além de prejudicar a vida sexual do casal.

O que é ejaculação?
Do ponto de vista do funcionamento físico, segundo Archimedes, a ejaculação acontece em dois estágios. No primeiro (que pode ser controlado), há a expulsão efetiva do sêmen dos órgãos acessórios de reprodução – próstata, vesícula seminal e canal ejaculatório – para a uretra. No segundo estágio, há a progressão desse líquido por toda a extensão da uretra até o meato uretral, que é o orifício na cabeça do pênis por onde sai a urina.

Como detectar a ejaculação precoce?
Não há uma duração considerada ideal para medir o momento certo da ejaculação, já que o que conta é a satisfação do casal durante o sexo. “Não existe um tempo específico antes de ejacular para definir esse problema sexual. Costuma-se seguir um padrão de cinco minutos após a penetração ou, antes que ela ocorra, para identificar o problema. Mas a definição está tanto na sua percepção quanto na do parceiro de que a ejaculação foi mais rápida do que o esperado”, explica o especialista em saúde masculina Érico Roldave. “Sentimentos de culpa e ansiedade se tornam uma constante quando o problema é crônico e isso pode trazer dificuldades maiores como a disfunção erétil (impotência) e a perda de intimidade no casal”, continua Érico.

Quais são as causas da ejaculação precoce?
Para o especialista em saúde masculina, Archimedes, a principal causa da ejaculação precoce é o desequilíbrio emocional do homem, seja por insegurança, por cansaço ou até por alguma decepção ou mágoa da parceira. “O homem tem muito medo de falhar e ter sua masculinidade colocada à prova ou de não corresponder às expectativas e isso só agrava a situação na hora da relação sexual”, explica ele. “Outro fator bastante relevante é o nível de intimidade e de afeto que o homem mantém com sua parceira. Se for um relacionamento conturbado, certamente ele terá seu desempenho afetado.”

Outras causas
-Coito rápido: relação sexual rápida após a penetração.

-Prostite aguda: “é uma inflamação na glande, base da cabeça do pênis, que ocasiona uma maior sensibilidade no pênis provocando a ejaculação precoce”, explica Érico.

- Falta de desejo: “problemas conjugais podem fazer com que o homem perca o interesse pela parceira e isso acelera a ejaculação, que deveria ocorrer por prazer e não por falta de apetite sexual ou outros problemas”, explica Archimedes.

Tratamento
Existe tratamento tanto medicamentoso quanto psicoterápico. Os medicamentos devem ser prescritos por um especialista. Existe uma ampla gama de medicações que tem como efeito colateral o retardo do tempo de ejaculação. Tais drogas devem ser ministradas somente mediante prescrição médica criteriosa, pois possuem vários outros efeitos no organismo.

Alguns deles, por exemplo, os antidepressivos tricíclicos, são contra-indicados para as pessoas com problemas de ritmo cardíaco. Já no que diz respeito à saúde emocional, a sugestão de Archimedes é a reorientação e reeducação do homem ou do casal quanto à função sexual normal.

“É importante entender se de fato há um caso de ejaculação precoce ou o homem acredita que tem o problema”, explica ele. “Muitas vezes o desempenho do homem está normal, mas ele acha que não está satisfazendo a parceira e daí entra em pânico. É falta de informação e de diálogo”.

Outras opções de tratamento são as técnicas de distração, compressão e stop-start. O objetivo destes tratamentos é fazer o homem tomar consciência do momento que antecede o primeiro estágio da ejaculação, para que ele possa controlar quando deseja ejacular, evitando a frustração. “Elas ajudam, mas se o problema for emocional, caso as motivações sejam físicas, só amenizarão o problema”, explica Érico.

Técnica de distração
De acordo com esta técnica, durante o ato sexual, o homem é orientado a fixar o pensamento em alguma situação que o desligue do sexo, geralmente algo desagradável como contas a pagar, uma lembrança triste ou em alguma mulher que não o atrai. Assim que perceba que a ereção está se desfazendo, volta a se fixar na parceira. Ele deve usar esta técnica para poder prolongar o tempo de penetração antes da ejaculação.

Técnica de compressão
O homem deve comprimir a base da cabeça do pênis por 4 a 5 segundos imediatamente após a primeira sensação de maior excitação. “Fazendo esse movimento, ele dificulta a entrada de sangue no pênis e retarda um pouco a ejaculação”, diz Archimedes.

Técnica stop-start
O homem é orientado a ficar na posição superior à parceira para poder ter controle do movimento sexual. Deve iniciar a penetração e parar completamente os movimentos, quando estiver próximo ao momento de maior excitação.

Via:MinhaVida

Oct 23

O que é
A pressão sanguínea é a força que o sangue exerce sobre as paredes dos vasos sanguíneos. O coração bombeia sangue para as artérias (vasos sanguíneos), que levam o sangue para o corpo todo. A pressão alta, também chamada de hipertensão, é perigosa porque faz o coração trabalhar mais para bombear o sangue para o corpo. Isso contribui para o endurecimento das artérias (arteriosclerose) e para o desenvolvimento de uma parada cardíaca.

O que é uma pressão sanguínea normal?

Há muitas categorias de pressão sanguínea:
Normal: menos de 120/80 Pré-hipertensão: 120-139/80-89
Hipertensão 1: 140-159/90-99
Hipertensão 2: 160 e acima/100 e acima

Quem está com a pressão acima do nível normal deve procurar um médico para saber como baixá-la.

O que causa a hipertensão?
A causa exata é desconhecida, mas há diversos fatores que colaboram para seu desenvolvimento:
Fumar
Estar acima do peso Sedentarismo
Excesso de sal na dieta
Muito álcool (mais de uma ou duas doses por dia)
Estresse
Idade avançada
Genética
Histórico familiar
Doenças crônicas do fígado
Distúrbios supra-renais ou na tireóide

Quais são os sintomas?
Geralmente não há sinais. Por isso, um terço das pessoas que tem hipertensão não sabe que possui a doença. O melhor caminho, portanto, é sempre checar a pressão. Se a sua pressão estiver extremamente alta, você pode ter alguns sintomas:
Dor de cabeça intensa
Fadiga ou confusão
Problemas de visão
Dor no peito
Dificuldade para respirar
Batimentos cardíacos irregulares
Sangue na urina

Quem tem mais tendência a desenvolver hipertensão?
Pessoas com histórico familiar desta doença
Quem fuma
Negros
Grávidas
Mulheres que tomam pílula
Pessoas com mais de 35 anos
Obesos e quem está acima do peso
Pessoas que bebem muito álcool
Sedentários
Quem ingere muita gordura ou comidas salgadas

Como a hipertensão é diagnosticada?
Seu médico pode diagnosticar a hipertensão ao medi-la com um monitor. Você mesmo pode ter um aparelho desses em casa. O ideal é checar a pressão pelo menos uma vez por ano.

Quais problemas de saúde estão associados à hipertensão?
A hipertensão é uma doença séria, que pode danificar seu coração e os vasos sanguíneos. Pode levar também a vários outros problemas, como:
Infarto
Parada cardíaca
Ataque do coração
Falência do fígado
Problemas de visão

Como a hipertensão é tratada?
O tratamento inclui mudanças no estilo de vida e remédios. As alterações incluem perder peso, parar de fumar, ter uma dieta saudável (baixo nível de sódio, com frutas, vegetais e farinhas integrais) e fazer exercícios, especialmente os aeróbicos. Existem diversos tipos de medicamentos para tratar a hipertensão, incluindo os diuréticos, inibidores da angiotensina, bloqueadores dos canais de cálcio, bloqueadores de beta e IECAs.

Via:MinhaVida

Oct 23

O Ministério da Saúde divulgou nesta quarta (21) que pessoas com menos de 18 anos passarão a ter prioridade para receber órgãos de doadores da mesma faixa etária. Segundo o ministério, isso se dá devido à maior expectativa de vida desses pacientes.

A medida faz parte do novo regulamento do Sistema Nacional de Transplantes (SNT), que será publicado em Diário Oficial nesta quinta (22). Entretanto, o ministério informou que as normas só passam a valer a partir do dia 1º de novembro.

De acordo com as novas regras, os doadores que tenham alguma doença transmissível poderão doar para pacientes que tenham o mesmo vírus. Segundo a coordenadora do SNT, Rosana Nothen, a meta é ampliar o número de doadores potenciais:

“A morte encefálica é cada vez mais rara, porque as pessoas se cuidam mais, então temos que conviver com a questão da escassez. Assim sendo, temos que otimizar os procedimentos. Por isso a doação de pessoas com o mesmo vírus”, explicou.

Dessa forma, órgãos de um doador que tenha hepatite C, por exemplo, agora já podem ser transplantados em um paciente que também seja portador da mesma doença.

O transplante entre pessoas vivas também sofreu modificações. Antes era preciso autorização judicial. Com o novo regulamento, uma comissão de ética formada por funcionários do hospital onde será realizado o procedimento é que vai autorizar o transplante.

O ministério também pretende incorporar ao trabalho do Sistema Único de Saúde (SUS) a cirurgia de retirada e o processamento de pele, que é uma ação inédita no Brasil. De acordo com o Ministério, o transplante de pele é indicado para tratar de grandes queimaduras.

Investimento de R$ 24 milhões

Os cerca de 63 mil pacientes que esperam na fila de transplante de órgãos no Brasil vão ganhar benefícios e incentivos, a partir do novo regulamento do SNT. O Ministério da Saúde anunciou ainda um investimento de R$ 24,1 milhões.

Um novo sistema informatizado, com o objetivo de tornar a lista de espera mais transparente, vai possibilitar que os pacientes consultem sua colocação através de um site, que deve entrar no ar até o fim do ano.

Outra mudança é o valor pago à equipe envolvida nos procedimentos de captação dos órgãos, que vai dobrar. A retirada de um coração por exemplo, que tinha um custo de R$ 585, passará a ter uma verba de R$ 1.170. Entre as novas ações, estão a entrevista com a família do doador e a manutenção dos prováveis doadores.

“Temos dois desafios principais. Um é sensibilizar a sociedade a ser um doador potencial. O outro é ampliar a captação de órgãos e, portanto, a realização de transplantes”, afirmou o Ministro da Saúde, José Gomes Temporão.

Prêmios

Também nesta quarta foi lançado o selo “Organização Parceira de Transplantes”, que visa reconhecer as entidades e empresas que auxiliam no sistema de doação de órgãos.

O número de transplantes de órgãos realizados em todo o país, segundo o Ministério da Saúde, aumentou em 24,3 % no primeiro semestre de 2009, em comparação ao mesmo período do último ano.

O SNT anunciou os vencedores do prêmio Destaque na Promoção da Doação de Órgãos, que destaca entidades e pessoas que contribuíram para a melhoria da doação de órgãos no país.

A Rede Globo foi a vencedora pela série de reportagens do médico Dráuzio Varela, exibidas no ”Fantástico”.

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Sep 15

Uma habitante da cidade chinesa de Suining levou o susto de sua vida ao encontrar uma cobra na parede de seu quarto. Detalhe: a cobra era dotada de uma perna.

Foto: Reprodução/SCOL.cn

Mulher diz ter encontrado cobra com uma perna na China. (Foto: Reprodução/SCOL.cn)

Duan Qiongxiu, 66 anos, entregou o animal para cientistas, que se surpreenderam com o fato do animal ter aparentemente desenvolvido uma pata completa, com quatro dedos.

“Eu acordei e ouvi um barulho estranho. Quando acendi a luz, vi o bicho rastejando na parede”, conta Duan. Ela pegou um sapato e matou o animal, mas guardou o corpo em um pote com álcool.

A cobra bizarra será estudada pelo departamento de ciências biológicas da Universidade de Nanchong.

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Aug 31

Entender a importância dos sonhos para o nosso organismo é, até hoje, um dos desafios da Medicina. A despeito das interpretações ligadas à psicologia, muitos especialistas dedicam-se a entender as aventuras que você vive enquanto dorme. Sim, pode acreditar: mesmo que não se lembre deles, os sonhos invadem seus pensamentos quando os olhos fecham-se. “Somente pessoas com algumas lesões cerebrais, como as ocorridas nos lobos parietais, deixam de sonhar”, afirma o neurologista Luciano Magalhães Melo, do Hospital Paulistano. “E isso não é privilégios dos seres humanos, os sonhos já foram registrados como atividade cerebral de alguns animais, com o auxílio de eletroencefalograma”.

O médico Sigmund Freud, conhecido por suas contribuições no campo da psicanálise, dizia que os sonhos eram manifestações disfarçadas de desejos inconscientes. Trata-se de uma afirmação que a ciência não nega nem confirma, porque até hoje não se conseguiu provar a existência científica do chamado inconsciente. “Já se postulou que sonhos seriam uma forma de manter a mente ativa durante o sono. Os estímulos irrelevantes seriam incorporados ao sonho, sem interferir nele, enquanto os relevantes poderiam acordar o individuo”, afirma o neurologista.

Mas, segundo ele, essa explicação possui falhas. Um estudo demonstrou que a privação de água por mais de 24 horas nem sempre provoca sonhos com água, embora eles possam ocorrer. De qualquer forma, acredita-se que o papel do sonho possa estar ligado à ativação de redes neurais, favorecendo o aprendizado e estruturando dados armazenados na memória (acrescentando ou eliminando informações). “Sonhos podem satisfazer fantasias de difícil realização e até criar novas idéias, a partir de mudanças de conceitos que seriam rejeitados durante o período de vigília”, afirma o médico do Hospital Paulistano.

A maioria dos sonhos, cerca de 80% deles, acontece no estágio mais profundo do sono, a fase conhecida como REM (do inglês rapid eye movement, ou seja, fase dos movimentos rápidos dos olhos). Nesta fase, a atividade cerebral é muito semelhante à atividade de um individuo acordado e coexiste com a maior flacidez muscular. Isso indica que boa parte do cérebro esta envolvida com a gênese dos sonhos.

Possivelmente, o gatilho para os sonhos encontra-se em áreas mais profundas do encéfalo, como nas pequenas porções da ponte e mesencéfalo. Tais áreas estão correlacionadas com varias funções, como a realização do ciclo de vigília sono.

Dias calmos, aventuras à noite
Dias muito agitados podem alterar a estrutura do sono e, desta forma, dificultar a capacidade de sonhar. Os sonhos mais bem estruturados e organizados acontecem na fase do sono REM. Logo, se a pessoa não alcança esse nível, poderá ter menos sono REM e, portanto, menos sonhos. “Logo a capacidade de sonhar deve-se mais à qualidade do sono do que a uma situação do dia. Se você tem um dia agitado, mas consegue pegar no sono, freqüência dos sonhos não tende a se alterar”, diz o neurologista.

Algumas medicações, no entanto, podem encurtar o período de sono REM (que também decai com o envelhecimento, prejudicando a produção dos sonhos. “Mesmo assim, não se foi notado que a redução do sono REM implica em menor capacidade de aprendizado e de memória”, afirma o médico.

Outra questão intrigante diz respeito ao comportamento durante os sonhos. Algumas vezes, você age como simples observador dos seus atos, enquanto interfere diretamente e toma decisões em outros casos. O neurologista explica que existe uma situação chamada sonho lúcido, caracterizado pelo controle das experiências. “Em geral, este sonho tem fim quando você percebe que as situações pertencem ao universo onírico. “Acredita-se que uma parte do lobo frontal, que deveria estar desativada durante o sonho, deixe de estar. “Isso permite identificar que o sonho é, na verdade, simplesmente sonho”, afirma o médico.

Treine para lembrar
A lembrança dos sonhos é uma habilidade que pode ser treinada. “Os sonhos podem ser facilmente relembrados caso a pessoa seja acordada enquanto sonha”, afirma o especialista do Hospital Paulistano. “As mulheres, aparentemente, recordam mais dos sonhos do que os homens, mas não sabemos o motivo certo disso”. Redigir o sonho assim que se acorda pode ser um truque para se recordar deles. Isso porque, logo após despertar, os sonhos tendem a se perder da memória.

Já os flashes que surge durante o dia, provavelmente não estão correlacionados com sonho. Eles podem ser apenas lapsos de memória, inspirados por pensamentos ocorridos durante a vigília.

Via:MinhaVida

Aug 25

A moda dos refrigerantes zero chegou como um alento para os aficionados pela bebida que encaram a dieta. São diversas variações que não apresentam nenhuma quantidade de açúcar, sugerindo riscos mínimos para o regime. Outras opções como, os lights e diets, também confundem muitas pessoas, que acabam colocando o sucesso do regime em risco ao consumir doses excessivas da bebida. E será que eles estão liberados mesmo?

O problema é que mesmo nas versões menos calóricas, os refrigerantes se tornam uma ameaça quando o assunto é derrubar o ponteiro da balança ou a escolha de uma vida saudável. Para te ajudar a entender como os eles interferem nos quilos a menos, o Minha Vida conversou com a nutricionista Daniella Camargo, que aponta os principais problemas da bebida. Confira e descubra porque os sucos devem entrar com tudo no seu menu.

Refrigerante na refeição
Já não é novidade que beber enquanto comemos, não ajuda em nada no regime, mas de acordo com a nutricionista Daniella Camargo, quando o assunto é refrigerante o perigo aumenta. “A ingestão de líquidos, principalmente gasosos, dilata o estômago dificultando a digestão e fazendo a sensação de fome reaparecer em poucos minutos”, alerta a nutricionista.

É aí que o perigo aparece e a ingestão maior de alimentos aumenta. “Logo depois do almoço já estamos morrendo de fome, já que não ficamos satisfeitos com a refeição, mais sim com a impressão de estômago cheio, graças a ingestão da bebida gasosa”, explica. “Dessa forma, abusamos dos petiscos e também comemos mais na refeição seguinte”.

Mas, se você acha impossível se alimentar sem colocar nada líquido na boca, a nutricionista dá a dica. “O ideal é não beber nada, ou então optar pelo suco, principalmente cítricas, porque auxiliam na absorção de ferro, encontrado em verduras, leguminosas e carnes, ou ingerir água, que não tem calorias e não engorda”, sugere.

Zero, diet ou light
Os problemas dos refrigerantes diet, light ou zero estão ligados, em geral, ao aumento do consumo de sódio. De acordo com a nutricionista Daniella Camargo, ele oferece riscos para saúde e para o regime. “Os refrigerantes zero, diet e light não estão liberados na dieta, porque quando se diminui a quantidade de açúcar no refrigerante, é preciso aumentar a quantidade de sódio para compensar o paladar”, diz. “O sódio em excesso retém líquido, e com isso aumenta o peso, podendo apresentar problemas para saúde do fígado e rins, por exemplo”, explica.

A especialista explica que uma dose de refrigerante normal apresenta, em média, 10mg de sódio, enquanto, a opção light varia de 28 a 39mg para uma quantidade de 200ml (um copo médio). “A dose diária recomendada de sódio é de cerca de 1,5g por dia, isso para pessoas que não são hipertensas”, explica Daniela Camargo.

Ocasiões especiais
De acordo com a nutricionista, o verdadeiro problema é que as pessoas exageram na dose e costumam tomar refrigerante o tempo todo. “Tomar um copo de refrigerante em um aniversário, por exemplo, não é o fim do mundo. O problema são as pessoas que ingerem, no mínimo, três copos por dia. É ai que os riscos aparecem”, diz a nutri.

Via:MinhaVida

Aug 04

Via: Minha Vida

Imagine um mundo com cores pouco definidas, às vezes embaçadas, com nuances distorcidas e sem diferenciação entre os tons. Parece bem estranho não é mesmo? Mas é assim que vive 5% da população mundial. Conhecido como daltonismo, o distúrbio se caracteriza por uma irregularidade na percepção visual das cores e causa dificuldade para distinguir determinadas tonalidades, como o azul, verde e vermelho. Uma condição que pode atrapalhar muito a rotina diária de uma pessoa.

O Minha Vida conversou com a oftalmologista do Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB), Dorotéia Matsuura, que tira as dúvidas sobre o distúrbio, que ainda não tem cura. “Hoje o que podemos fazer pelos daltônicos é ensiná-los a aprender a diferenciar cores por meio da luminosidade e saturação que elas apresentam”, explica.

1. O que é o daltonismo?
O daltonismo é um distúrbio da percepção visual caracterizado pelo não funcionamento dos cones oculares (células fotoreceptoras da retina), responsáveis por diferenciar todas ou algumas cores. Sua origem está, principalmente, relacionada à hereditariedade e sua incidência é, em média, vinte vezes mais comum em homens do que em mulheres.

2. Como o distúrbio se desenvolve?
Ele pode ocorrer de duas maneiras que são classificadas como congênito ou adquirido. O primeiro tipo acontece quando o paciente nasce com a disfunção na retina. Este é mais frequente em homens e caracteriza-se pela dificuldade de enxergar as cores verde ou vermelha.

O segundo, adquirido, surge a partir de causas secundárias, como lesões no nervo ótico, na retina ou no córtex cerebral – região do cérebro responsável pelo reconhecimento de imagens. Esse caso de daltonismo pode se desenvolver em igual frequência em homens e mulheres, sendo que os pacientes têm dificuldades de enxergar as variantes da cor azul e também apresentam diminuição da qualidade de visão.

3. Então uma pessoa daltônica não enxerga apenas o preto e o branco?
Depende da forma da manifestação da doença. Quando é parcial, a pessoa percebe as cores numa tonalidade mais fraca. Ela reconhece, mas sente deficiência em alguns tons. Enquanto, na forma completa, o individuo não enxerga uma cor específica. Assim, ela pode enxergar outra cor no lugar ou confundi-las, como ocorre entre verde e vermelho. Mas, na ausência total de visão de cores, em que a pessoa não enxerga cor alguma (de incidência muito rara, inclusive), o daltônico pode perceber as cores em tons pastéis ou acinzentados.

4. Como perceber os sintomas em crianças?
Os pequenos apresentam sinais de confusão na distinção de cores, principalmente, no início das atividades escolares. Esse é um sinal importante de que alguma coisa pode estar errada com a visão. Quando ocorrer, os pais devem procurar imediatamente um oftalmologista.

5. Quais são as principais dificuldades de uma pessoa daltônica? Para pessoas daltônicas, existem algumas limitações em exercer determinadas profissões como atiradores, motoristas profissionais e pilotos. No dia a dia, até mesmo situações aparentemente simples, como combinar as cores ao se vestir, podem gerar dificuldade.

6. Como acontece o diagnóstico do problema?
Existem dois métodos para identificar o daltonismo. Um deles é aplicado para identificar o defeito congênito e, o outro, para o adquirido. Para diagnosticar o quadro de daltonismo congênito, a técnica japonesa chamada de Método de Ishihara é a mais utilizada. Este procedimento consiste na exibição de uma série de 32 cartões coloridos, cada um contendo vários círculos de cores ligeiramente diferentes. Alguns círculos são agrupados no centro do cartão, com um número de cores que somente será visível para pessoas de visão normal. O número de acertos pode variar conforme o grau e o tipo de daltonismo.

Para diagnosticar o daltonismo adquirido, a técnica mais utilizada é o Farnsworth. O teste é composto de quatro bandejas plásticas contendo cem cápsulas em tons diferentes. O observador tem 15 minutos para posicionar as cores em ordem lógica, levando em consideração as cápsulas fixas nas extremidades da bandeja. A escolha inicial deverá ser a cor mais próxima da cápsula principal, e, em seguida, a cor mais próxima da recém-escolhida e assim sucessivamente até completar a ordenação de todas as cápsulas. Se o paciente confundir a ordem ou a posição das cores, o daltonismo é diagnosticado.

7. O tratamento não é capaz de solucionar o distúrbio?
Como ele funciona? O distúrbio não tem cura. Mas, quando o daltonismo é adquirido ele pode apresentar uma evolução no quadro. O tratamento depende da causa do problema. O distúrbio só estabiliza quando a causa do defeito visual é sanada, ou seja, quando a lesão no nervo ótico, retina ou no córtex cerebral é tratada. Em razão disso, o tratamento é baseado no problema de cada pessoa.

8. Porque a incidência é maior nos homens?
O daltonismo, na sua forma congênita, está relacionado à hereditariedade e ligado ao gene do cromossomo X. Para que a doença se manifeste na mulher, ambos os genes X precisam ser portadores da doença. No caso dos homens (XY), apenas um.

9. Podemos nos precaver contra o daltonismo?

No caso da forma congênita da doença, não há prevenção. Na forma adquirida, há prevenção para algumas doenças que são fatores de risco para o daltonismo, como o glaucoma , por exemplo. Os exames periódicos ajudam no diagnóstico precoce de tais doenças e permitem uma prevenção mais efetiva.

Aug 04

Depois de um julho seco que levou a cidade ao estado de atenção em 2008, São Paulo vive em 2009 um mês de umidade elevada e muita chuva. E se água de menos é um problema, água demais também não deixa de ser. O excesso de umidade pode facilitar a transmissão de vírus, causar proliferação de mofo e aumentar o número de casos de alergia.
A umidade elevada neste último mês é resultado de uma convergência de três diferentes fatores, explica o meteorologista Marcelo Seluchi, do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) do Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Fonte: médicos Paulo Olzon e Maria Cláudia Stockler

“Primeiro, tivemos duas grandes frentes frias, uma no começo do mês e outra na semana passada, que trouxeram muita chuva. Além disso, o vento durante este mês veio forte do leste, que é onde está o mar. E, por último, tivemos chuvas acima da média na Amazônia, o que também eleva a umidade do Sudeste”, explica Seluchi.

Embora essa convergência seja rara, é considerada normal. “As condições climáticas de julho variam muito de um ano para o outro, isso é esperado”, diz o meteorologista. Também não parece haver influência de mudanças climáticas causadas pelo aquecimento global.

“O comportamento deste mês não se encaixa com o que esperamos das mudanças climáticas. As pesquisas mostram que o aquecimento global vai estender a estação seca e isso é o oposto do que estamos vendo aqui”, explica.

Problemas de saúde

A baixa umidade relativa do ar causa dificuldades respiratórias porque diminui a produção do muco que serve de filtro de ar para nosso organismo. “A dinâmica respiratória fica bastante prejudicada com o ar seco. Com o muco reduzido, uma bactéria que seria eliminada com facilidade fica ali, aumentando o risco de uma infecção”, explica Paulo Olzon, médico infectologista da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
É ruim, mas não quer dizer que o inverso, a alta umidade no ar, seja um bom negócio. O ambiente mais úmido favorece a proliferação de mofo e de fungos. Com isso, as pessoas alérgicas sofrem com mais crises. “O inverno já tem menos luz. Se em cima disso há muita umidade, aumenta a quantidade de ácaros e a exposição a alérgenos”, afirma Maria Cláudia Stockler, do Hospital das Clínicas de São Paulo.
Além das alergias, a umidade pode favorecer também a transmissão do vírus da gripe comum. “De um modo geral, o vírus se dá muito melhor com o ambiente úmido. Ele sobrevive mais tempo”, explica Olzon.

No entanto, é bom deixar claro: não há ainda como afirmar que o vírus da nova gripe se comporta da mesma maneira. “Não temos nenhum estudo que mostre uma relação entre as duas coisas nesse novo vírus”, explica David Uip, infectologista e diretor do Hospital Emílio Ribas.
Fora os problemas de saúde, a umidade também pode estragar móveis, roupas e aparelhos eletrônicos. Para evitar tudo isso, o mais indicado é resistir à tentação do inverno de deixar a casa toda fechada. Quanto mais ventilado e iluminado estiver um cômodo, melhor

Via:G1

Aug 04

O Ministério da Saúde já tem fechada a compra de 18 milhões de doses da vacina contra a nova gripe com um laboratório do exterior. A informação foi dada nesta segunda-feira (3) pelo secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos do ministério, Reinaldo Guimarães.

Segundo ele, um milhão de doses chegarão ao Brasil ainda neste ano e os outros 17 milhões no primeiro trimestre de 2010. Guimarães disse que mais 15 milhões de doses podem ser produzidas caso a Organização Mundial da Saúde autorize diminuir a produção de doses para combate à gripe sazonal.

A vacina, que ainda está em testes, será produzida no exterior e processada pelo Instituto Butantã, de São Paulo. A princípio, segundo Guimarães, está sendo discutido quem será vacinado com as primeiras doses –provavelmente médicos e agentes de saúde que tratem diretamente com pacientes infectados.

As doses não poderão ser comercializadas e deverão entrar no calendário nacional de vacinações, assim como acontece atualmente com a vacina da gripe sazonal.

Distribuição de remédios

O ministro José Gomes Temporão disse que o medicamento Tamiflu só está disponível nos serviços públicos de saúde para evitar uma “corrida às farmácias.”
“Algumas pessoas criticam porque o medicamento não está disponível na farmácia para toda e qualquer pessoa que tiver uma receita médica. [Se fosse assim,] Teríamos uma corrida às farmácias. A população com maior poder aquisitivo – porque o medicamento é caro – compraria o medicamento para estocar e para fazer uso profilático, o que é contraindicado. Teríamos uma forte automedicação. É preciso responsabilidade ao lidar com essa questão”, afirma.

Temporão afirmou também que mulheres grávidas só devem tirar licença do trabalho caso estejam com sintomas da nova gripe – orientação semelhante dada a alunos, professores e funcionários de escolas, que “não devem retornar” às aulas enquanto tiverem sintomas.

Fonte

Jul 11

Este não é um alerta contra o desperdício ou mesmo um lembrete de boas maneiras. Estamos falando do fato de que aqueles que bebem cerveja, regularmente, têm um risco maior de apresentar uma doença chamada gota.

O fato era conhecido dos médicos, que já alertavam seus pacientes com o diagnóstico da doença a evitar as bebidas alcoólicas, principalmente a cerveja. A novidade está na quantificação do risco que corre o bebedor contumaz de cerveja de desenvolver a gota. Segundo pesquisadores do Massachussets General Hospital, quem bebe duas ou mais doses de cerveja por dia aumenta em duas vezes e meia o risco de sofrer da doença. Já os bebedores de outras bebidas alcoólicas têm o seu risco aumentado em uma vez e meia. Para chegar a essa conclusão, foram acompanhados mais de 47 mil homens durante doze anos de estudo.

A gota é a doença causada pelo excesso de ácido úrico no sangue, que pode levar ao depósito desse ácido nas articulações e também à formação de cálculos renais, entre outros problemas.
O ácido úrico se forma no organismo por conta do metabolismo das proteínas, especificamente de um tipo de molécula orgânica, as purinas. Alguns alimentos são mais ricos em purinas, como os frutos do mar, algumas leguminosas, além de carne vermelha e miúdos.
A gota pode ser tratada com medicamentos, que reduzem a quantidade do ácido úrico na sangue e dieta, além do uso de antiinflamatórios para tratar a inflamação das articulações e diminuir a dor.

Via:G1

Jul 11

A atividade física regular é a grande aliada para combater as contrações

Depois de um dia cansativo de trabalho, é hora de chegar em casa e relaxar no sofá. É então que começa aquela tremedeira desconfortável na pálpebra, que não passa fácil: o espasmo  muscular deu as caras.

Considerado uma contração involuntária do músculo, o espasmo aparece, principalmente, quando o estresse atingiu o limite ou quando houve uma sobrecarga muscular. De acordo com o neurocirurgião da Associação Médica de Brasília, Luíz Cláudio Modesto Pereira, o espasmo também pode ser o resultado de noites mal dormidas e tensão acumulada. “O fator preocupante é que o espasmo pode gerar uma síndrome crônica, ocasionando a contração permanente do músculo”, explica especialista.

Qualquer músculo  pode sofrer espasmos, principalmente, os dos membros superiores e inferiores (braços e pernas). No entanto, há dois tipos de contrações: as que não provocam dor e as que provocam. As primeiras são resultado do estresse, como é o caso do tremor da pálpebra: “O que precisa de atenção especial é o fato de que o tremor do olho pode gerar mioclomias, puxadinhas no olho extremamente desconfortáveis”, salienta o neurocirurgião.

Já as contrações dolorosas são decorrentes de algum esforço em excesso que o músculo sofreu. “Carregar bolsas muito pesadas, por exemplo, podem provocar uma contratura permanente do músculo dos ombros, devido à sobrecarga. Ou até quem abusa na hora de fazer exercícios físicos pode sentir contrações musculares “, explica Luíz Pereira.

De acordo com o neurocirurgião, o ideal é procurar um especialista quando o espamo permanece, pois é preciso verificar sua origem, que pode ser no nervo, no músculo ou possuir origem psicológica. “A contratura muscular pode ser um sinal, por exemplo, de doenças na medula espinhal. Por isso, é imprescindível saber sua causa”, frisa o médico.

Porém, a maior parte dos espasmos pode ser evitada. A grande aliada para isso é a atividade física , “Os músculos precisam de uma boa oxigenação para que os espasmos não apareçam”, explica o médico. A seguir, o médico do esporte do Hospital 9 de Julho, Pablius Staduto Braga da Silva, deixa algumas dicas para dar um chega pra lá nos tremeliques.

Faça exercícios aeróbicos
eles irão manter a boa oxigenação dos músculos e impedir as contrações

Coloque a hidratação em primeiro luga
a reposição dos sais minerais gastos durante os exercícios é crucial para que os músculos estejam sempre saudáveis. “A atividade física gasta os eletrólitos e, se não forem repostos, favorecem os espasmos”, explica o especialista

Alimente-se antes dos exercícios
atividade física não pode ser realizada em jejum; o corpo precisa estar preparado para aguentar a repetição dos exercícios.

Aproveite a academia com esforço progressivo
abusar nos exercícios prejudica os músculos, porque pode sobrecarregá-los. Ir com calma e ter acompanhamento profissional é o melhor caminho para fugir das contrações musculares.